CAPITOLO XIII
RELIGIÕES E
CIVILIZAÇÃO GREGAS
Falar das religiões gregas é muito profundo, pois as religiões
gregas em princípio seguia a maioria das demais religiões, mais depois com o
desenvolvimento da medicina e filosofia, com o crescimento dos intelectuais as
religiões gregas ficaram tão complexas que precisaria muitos livros para
separar em parte todo conhecimento e toda área de abrangência alcançada pelas
religiões gregas.
Mas
vamos começar pelos sistemas religiosos da história antiga e vamos levar aos
poucos até a idade média, pois acho que se houver uma separação entre as
Histórias ântica e a idade média e até a moderna deveríamos passar pela Grécia,
e ficaríamos com sérios problemas, pois fica difícil encaixar homens como
Erastóstenes em quaisquer idades assim como, este físico pelas sombras do sol
em um poço em uma época em que todas as religiões afirmavam que a terra era
chata mediu a circunferência da terra errando por 340 km em relação à
verdadeira medição hoje, enquanto a religiões preocupam em separar as idades
por terreno perdido pelas religiões esquecem os sábios que realmente fizeram a
mudança no conhecimento do homem e isto sim deveria ser usado como mudanças entre
o que era antigo ou o que é médio ou moderno e se apostássemos na ciência em
vez de apostar em religiões que cria estelionatários, que vivem à custa dos
poucos que lutam para formar homens de
caráter ali dentro, e é bom que se diga que os homens de bem dentro de qualquer
religião tem muita dificuldade de sustentação já que a maioria só querem
explorar os fiéis e se apostássemos na ciência teríamos, chegado a algum lugar
melhor na história da humanidade.
Bem mas voltando à Grécia
antiga e suas religiões, a Grécia por princípio era uma civilização politeísta,
seus deuses eram moradores do Monte Olimpo, o que é importante frisar é que os
deuses morar em montes altos era normal aos povos antigos sempre que uma
civilização se formava ao pé de um monte alto, logo se voltavam para este monte
e adoravam seus deuses ali, isto era normal para os homens já que estes montes
primeiro era de difícil acesso e logo conjecturavam sobre o que se escondia
naqueles montes, e como já falei o que é misterioso logo vira objeto de
adoração, e um monte onde o homem não podia definir que ou quem se encontrava
lá logo virava um mito, e como geralmente nestes montes as grandes tempestades
manifestam-se com relâmpagos, logo algum deus ali devia ter controle sobre os
relâmpagos, como já falei os deuses seguem as coisas naturais do dia a dia do
ser humano.
Os gregos
reconheciam os seus quatorzes principais deuses e deusas: Zeus, Poseidon, Ades,
Apolo, Artêmis, Afrodita, Ares, Dionísio, Hefesto, Atena, Hermes, Deméter,
Héstia e Hera, embora certas religiões filosóficas como o estoicismo propunha
uma deidade única transcendente. Diferentes cidades veneravam diferentes
divindades, por vezes com epítetos que especificavam sua natureza local, ou
seja, se por ali passasse um rio, este deus podia se tornar deus do rio.
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CAPITOLO XIV
ZEUS
Zeus era o deus dos trovões, senhor do Olimpo, era filho de Cronos e
Réia, Cronos tinha o hábito de devorar seus próprios filhos para que não
tomassem seu lugar no trono, até que Zeus nasceu e sua mãe Réia já cansada de
tanto sangue e sofrimento deu a Cronos uma pedra embrulhada no lugar de Zeus,
salvando sua vida.
Réia
decidiu que Zeus seria o último filho e encerraria o reinado de sangue e
sofrimento e tomaria o trono do pai. E assim Réia deu uma pedra pra
Cronos em lugar de seu filho, e pegou seu filho e o escondeu no bosque de
Creta.
Creta era uma ilha que
pertencia à Grécia, do famoso Touro de Creta, e Zeus foi criado ali com leite
de cabra e mel silvestre, o que é importante que se lembre como o ser humano
atiça seus conhecimentos e logo acha um meio fácil de que se sobreviva, e Zeus
como criança não podendo caçar nada melhor que atiçar a mente humana para um
modo fácil de sobrevivência.
Este modo foi o mel silvestre
e leite de cabra, na verdade sempre que se fala em mel silvestre alguém pode
imaginar alguém enfrentado abelhas bravas que atacam qualquer que se aproxime
de sua colmeia, na verdade que existe no mundo ainda hoje uma variedade muito
maior de abelhas que produzem mel sem representar nem um perigo a raça humana
do que as que atacam e aferroam, a maioria usam uma espécie de zumbido que é um
eco insuportável para os ouvidos mais apurados do que suicidar-se em luta, mas
seus zumbidos não contaminam o ouvido humano, e assim Zeus foi criado ali
naquela ilha em seus bosques, as mitologias dos deuses eram desenvolvida por
seus sacerdotes e contada não como mitologia mas como verdade históricas que
prendia os fiéis em suas mitologias as mesmas que as religiões contam até os
dias de hoje.
Mas voltando a mitologia
grega, Cronos tentou achar Zeus depois que descobriu que havia sido enganada
pela deusa Réia, mas não o achou passado os anos depois que Zeus cresceu voltou
e entrou em guerra com seu pai vencida depois de dez anos de guerra, com Cronos
seu pai, (Pai contra filhos e filhos contra pai uma história antiga, nem tanto
nos dias de hoje) mas depois de vencido Cronos, Zeus obrigou-lhe a tomar uma
bebida e ele vomitou os outros quatros filhos que havia comido e eles eram
Deméter, Poseidon, Héstia e Ades só não Hera que como Zeus havia sido poupada e
estava em outro lugar, Zeus também fez Cronos expelir Ciclopes, que lhe
agraciou com seu raio, dali Zeus subiu ao monte Olimpo, na companhia de seus
irmãos Poseidon e Ades e lá derrotou para sempre Cronos.
Zeus tinha o poder
atmosférico fazia relâmpagos e trovões e com sua mão fazia chuvas e
tempestades, e também as chuvas que era boa para as plantações.
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CAPITOLO XV
ZEUS E A ZOOFILIA
Zeus casou-se três vezes, sua
primeira esposa foi Metis a deusa da prudência e com ela teve sua filha Atena.
Sua segunda
esposa foi Themis a deusa da justiça.
E sua
terceira esposa foi sua irmã Hera e com ela teve vários herdeiros, mas o único
filho legítimo de Hera e Zeus foram Ares que era o Deus da guerra, mas Heras era deusa ciumenta e
agressiva já que Zeus desonrava sua vida com Heras, tinha muitas amantes, e que
também acabou tendo muitos filhos fora de seu casamento e Zeus usava seu poder de sedução e até
usava as mais belas metamorfoses para conquistar as mulheres.
Zeus era o
deus dos trovões, senhor do Olimpo, era filho de Cronos e Réia, Cronos tinha o
hábito de devorar seus próprios filhos para que não tomassem seu lugar no
trono, até que Zeus nasceu e sua mãe Réia já cansada de tanto sangue e
sofrimento deu a Cronos uma pedra embrulhada no lugar de Zeus, salvando sua
vida.
Réia
decidiu que Zeus seria o último filho e encerraria o reinado de
Sangue e
sofrimento e tomaria o trono do pai. E assim Réia deu uma pedra pra
Cronos em lugar de seu filho, e pegou seu filho e o escondeu no bosque de
Creta.
Também no mito de Leda e o cisne, ele se transformou em um cisne para
seduzir leda uma jovem rainha de Esparta e esposa do rei Tíndaro ele aproximou-se
dela em forma de cisne e começou a corteja-la fazendo a dança do cisne e
exibindo suas penas até que ela deitou-se e coabitou com ele. Na verdade as histórias dos deuses na antiguidade eram repletas
de prostituição zoofilia e pedofilia, incestos e tudo que é condenado hoje, era
normal até o surgimento dos filósofos, que com senso de moral e justiça
condenaram os crimes do passado e até seus deuses imorais, pois nem uma
religião do passado teve senso moral ou de caráter até o surgimento da
filosofia grega.
E
hoje é normal ver-se os imorais citando a Grécia antiga e sua imoralidade para
justificar suas vidas imorais, e esquecem que este povo era de uma época em que
a moral ainda não era trabalhada na vida do ser humano até havia os povos que
buscavam certo sentido moral, mas somente a filosofia grega dera sentido total
a moral e bom costume, no meio das civilizações, é até ridículo alguém citar
Sócrates como símbolo da indecência antes de citar seria melhor ler e conhecer
o que falaram os filósofos a seu respeito foi na filosofia que nascera a moral,
a justiça e até a ciência, e antes disto os deuses serviam para ser bajulados,
homenageados, sem nem uma contestação.
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CAPITOLO XVI
SÓCRATES
E entre os grandes filósofos
da Grécia estava Sócrates, numa época em que a filosofia estava em pleno
desenvolvimento, era uma era em que estava em plena ascensão os ideais
democráticos tendo em Péricles um dos mais árduos defensores, uma época em que
os sofistas que eram homens sábios que tentavam passar aos homens conhecimento
e igualdade humana tentando acabar com os ideais de superioridade entre classes
sociais, eram a favor de que os homens eram iguais, e nem um homem era
privilegiados de algum deus, mas que todos eram iguais diante dos deuses e
entre estes filósofos sofistas estavam Protágoras de Abdera e Hípias de Elis e
também estava entre eles Sócrates, não sei por que os outros foram criticados
por Platão depois, que os chamou de Impostores.
E esta era uma filosofia de
sentido humano social que buscava postar o homem com igualdade com seus ideais
democráticos, combatido ferozmente pelos nobres da época.
Bem uma das coisas que
definiu os deuses no sentido dos filósofos belos, fora um encontro de grandes
oradores e filósofos descrito em um livro escrito por Xenofonte como “O
Banquete”, e neste livro nasceu à essência dos deuses, pois até aqui os deuses
eram cheio de defeitos como qualquer homem, pois os deuses eram vistos pelos sacerdotes
como um homem, eram beberrões e fanfarrões, amantes das luxúrias, assassinos,
promíscuos, e não que seus sacerdotes queriam condena-los, mas na verdade este
povo não tinha noção de moral de princípios, e como eram os homens assim eram
seus deuses, e a ideia de um deus puro nascia ali neste encontro de grandes
filósofos e oradores, e nascera ali à essência de um deus puro segundo
Xenofonte em seus livros.
É preciso que se fale
deste banquete e que o leitor preste atenção nesta escrita pois todo ideal do
cristianismo nascera aqui, no banquete, pois ao lembrar de um deus que tinha
sido esquecido por poeta, (ou salmistas como chamavam os romanos acabaram
trazendo a vida o “Deus de Amor” dando vida a um novo deus que fora o que dera
vida, ideais, profissão, interesse social, vontade, a todos os outros deuses. E
tudo que a igreja romana colocou no deus dos judeus veio deste deus nascido
neste banquete sobra a oração de Socrates, Agatão e todos os demais oradores
que participaram deste banquete neste dia, escrito por Xenofonte e disseminado
por Platão que melhorou o ideal deste mesmo deus tornando-o símbolo de justiça.
Foi por acaso que isto
aconteceu, pois por estarem todos de ressaca de uma festa do dia anterior, e
tinham sido convidados por Agatão para um jantar em sua casa e lá foram grandes
filósofo de época, entre eles estavam, Erixímaco, Aristodemos, Aristofanes,
Pausânia, Fedro e também estavam ali dois dos maiores sábios, filósofos e
oradores Agatão e Sócrates, e como já falei por todos estarem entediado pela
bebedeira do dia anterior resolveram fazer do ambiente um lugar para filosofar
e debater ideias, Pausânia lembra que no dia anterior Fedro falara sobre um dos
deuses mais antigos o deus do amor, então ficou combinado entre eles falar de
amor, e começou-se a falar de amor de amante e amado, nasceu ali à ideia do
casamento onde um casal torna-se um só corpo amante e amado não são mais dois e
sim um só corpo e isto de homens e mulheres, e não como dizem alguns que era de
“gueys” que falavam, não era costume destes filosofo esta prática imoral e até
falaram de um homem que morre por sua amante que isto é um amor verdadeiro e
também da amante que morre por seu amado, e ai foi citado, mulheres que morreram
por seu amado, mas um dos oradores Aristófanes resolve falar não do amor humano,
mas do amor que é um deus, pois diante do caos desenrolou-se o amor um deus e a
terra sua esposa, e este deus foi formador de todas as qualidades de todos os
deuses este era o princípio religioso da Grécia antiga, também um deus
desenrolado do caos!
Mas voltando aos poetas e seu
discurso Aristófanes continua em seu acalorado discurso sobre o amor de um
deus, e o que nos cabe utilizar como testemunho, continuava ele, de que é um
bom poeta o amor, em geral em toda criação artística, pois o que não se tem ou
o que não se sabe, também a outro não se poderia dar ou ensinar e em verdade, a
criação dos animais todos, quem contestará que não é sabedoria do Amor, pela
qual nascem e crescem todos os animais?
Mas, no exercício das artes,
não sabemos que aquele de quem este deus se torna mestre acaba célebre e
ilustre, enquanto aquele em quem o amor não toque, acaba obscuro.
E quanto à arte do arqueiro,
à medicina, à adivinhação, inventou-as Apolo guiado pelo desejo e pelo amor, de
modo que também Apolo seria discípulo do Amor. Assim como também as Musas nas
belas-artes, Hefesto na metalurgia, Atena na tecelagem, e Zeus na arte “de
governar os deuses e os homens”.
Terminada seu discurso chega à
vez de Agatão falar das belezas do amor, enquanto Xenofonte um aluno perspicaz,
vai escrevendo tudo o que possa copiar.
E assim entra Agatão em seu
melhor discurso falando de algo que tinha aprendido no discurso de uma mulher
de Mantinéia, Diotima talvez ele já tenha falado sobre ela pra provocar
Sócrates, pois Sócrates era adepto do pensamento que o que é amor, é belo, e
que o que é sábio é bom, e teve com esta mulher, várias discussão a respeito
disto, já que ela discordava de que tudo que era amor teria que ser belo, e o
que era sábio também teria que ser bom, assim trazendo tudo que estava em sua
mente sábia sobre deus e amor, que mostra as qualidades dos deuses.
Mas adverte que nem um
deus pode ser alguma coisa sem o amor que é luz e princípio de todas as coisas,
pois nem os animais nem os homens, nem coisa alguma que se encontra debaixo
deste sol e em cima desta terra é de verdade alguma coisa, sem o amor, então a
luz de todos os deuses o princípio de todos estes deuses, e suas qualidades só
tem sentido no deus que foi esquecido por todos os poetas, e nem Homero se
lembrou deste tão grandioso e importante deus, e assim Agatão vai desfilando a
maior demonstração de concentração da influência do amor sobre todos os deuses,
e depois de terminado o discurso de Agatão o Jovem que era um verdadeiro manjar
de sabedoria, estava agora a grande incumbência de fechar os debates na voz de
Sócrates uma coisa de fazer inveja aos sábios de milênios e milênios depois,
pois quem não sonharia estar neste banquete e ouvir tão grandes filósofos em
oratórias e debates de sabedorias?
E neste clima depois de falar
grandes filósofos sobre amor carnal e amor espiritual é que Sócrates levanta-se
para falar sobre o amor.
Bem Sócrates resolve falar de
toda espécie de amor, desde o amor dos jovens egoístas, que só pensam em si
mesmo querem tudo da amante sem nada lhes dar em troca, até o amor de entrega
falando de entrega até a morte, mostrando a diferença entre amor de amigos e amor
de um homem a uma mulher do amor que doa a própria vida, e alguém que doa sua
vida por seus amigos é alguém que tem um amor especial não como o egoísta que
busca apenas seu próprio proveito, e daí ao amor dos deuses que olharam este
mundo com amor e com amor fizeram os homens e distribuíram a terra, e estava
ali um jovem filosofo que absorveu com grande sabedoria as ideias ali expostas
e tornou-se um dos mais conceituado filósofo de todos os tempos o jovem Platão
que escreveu diversos livros sobre o amor, e nestes ideais surgiram às escolas
superiores na Grécia, que se espalharão pelo mundo de então formando grandes
filósofos que dentre eles quero falar no precursor do Jesus romano, (ou mesmo o
idealizador do Jesus romano) Apolônio de Thyana.
Mas para que
fique esclarecido os filósofos nasceram do uso da razão que já era uma doutrina
dos sacerdotes de Zeus diferentemente de outras religiões até então, Zeus é o deus que dá ao homem o caminho da razão e também ensina que o
verdadeiro conhecimento é obtido apenas a partir da dor, e o caminho da razão é
o princípio que começou a fazer os grandes filósofos enquanto os outros deuses
de outros povos condenavam a razão como se isto fosse um mal dado ao homem por
Eva esposa de Adão no paraíso, e por este motivo este casal fora expulso de lá,
a Grécia surge com um deus que dava ao homem o uso da razão, e de certo modo
esta foi à evolução dos gregos a respeito de seus conhecimento e dúvidas a respeito
de seus deuses.
É inconcebível que o homem até o dia
de hoje ainda olhe seus deuses com uma fé cega e não ponha em dúvida o porquê
de cada coisa, afinal se há um deus foi ele que nos pôs neste mundo, e é
responsabilidade dele nos dar direção e nos ensinar como devemos agir, mas ai
vem uma porção de estelionatário e nos diz que ele nos mandou seus sacerdotes,
mas se olhar a vida destes tais sacerdotes é muitas vezes pior que a nossa, na sua
grande maioria apenas estelionatário que se acha no direito de vender um deus
para a humanidade e não cabe a nós argumentar o porquê disto? Porque este deus
não intervém? Então nós estamos entregue a um bando de ladrões sem ninguém que
intervenha e temos que continuar acreditando que existe um deus? Estas são
pergunta que um homem que faz uso da razão deve fazer naturalmente sem nem um
sentimento de culpa, pois não somos marionete nas mãos de negociantes. Mas para
que o homem não faça esta pergunta a si mesmo é que os deuses se cercam de
maldições para os que não creiam, pois se o homem passar a se perguntar a
respeito disto facilmente chegaria a uma conclusão, ou não existe tal deus ou o
deus que age entre os sacerdote não é o mesmo deus que nos ensinam a adorar.
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CAPITOLO XVII
PLATÃO
Entre os grandes filósofos da Grécia estava o
grande filósofo Platão, suas ideias do mundo material e o mundo espiritual, fez
uma transformação no entendimento e na razão humana que terminaram pondo fim
nos deuses cheios de defeitos, portanto semelhantes aos seres humanos cuja
única diferença era o mundo em que viviam, e, além disto, tudo começavam a dar
sentido à purificação do corpo para alcançar uma vida espiritual, e nisto se
valiam do sentimento que se chega à razão através da dor fazendo diferenciação
entre corpo e espírito, pois os deuses eram espírito, separados em corpo e
alma, mas em pura perfeição, enquanto nós éramos matéria, corrompida e teríamos
que alcançar a perfeição.
O homem, por ter corpo e alma, pertenceria
simultaneamente a esses dois mundos,
ao carnal e ao espiritual.
Bem
Platão era um dos fervorosos alunos de Sócrates, dedicou parte de sua vida ao
mestre e acompanhou o julgamento de seu mestre que fora julgado por uma corte
que não seguiu os princípios de justiça segundo Platão e isto criou nele o
princípio de justiça uma de suas mais ferrenhas defesas sobre suas teologia,
criando ai a ideia de um deus justo ou com princípio de justiça o que não era
do pensamento humano até então.
E Platão começou a organizar a razão em parte,
surgindo doutrinas da razão e das ideias, que é as dimensões do homem.
Na hierarquia
das ideias, situa-se no topo a ideia do bem, da qual participam as demais. Logo
abaixo estão às ideias de beleza, verdade e simetria e, em plano inferior, os
valores éticos e os conceitos matemáticos. Além disso, cada classe de ser existente no mundo
sensível possui sua forma ideal como, por exemplo: homem,
cachorro, casa etc.
A
relação entre os diferentes seres que constituem uma classe e seu arquetipo
(“modelo”), por exemplo, entre um homem e a ideia de homem, se explica pelo
fato de serem os objetos sensíveis cópias ou imitações da ideia perfeita, (que
só existe no mundo das ideias), o homem põem em práticas suas ideias e constrói
copias perfeitas ou imperfeitas conforme suas ideias. Então um é o homem outro
suas ideias, e assim divide o homem entre dois em um, tu constrói aquilo que é
suas ideias e não aquilo que és, e
nesta linha de pensamento Platão criou a divisão entre carne e espírito, como
dizia, pois na verdade o espírito busca o bem, mas a carne busca o mau, e
dentro de nós a duas vontades uma a vontade da carne e outra a vontade do
espírito, e para chegarmos aos deuses teríamos que purificar a carne, ou seja,
a nossa ação, e isto só se faria com a purificação do corpo através do
sacrifício da carne.
Pois a vontade do
espírito é as coisas espirituais e a vontade da carne é as coisas carnais,
então teríamos que purificar a carne para chegar à vontade do espírito, e toda
filosofia partida daí é de princípios platônico, pois foi Platão quem fez a
diferenciação entre carne e espírito e vontade carnal de vontade espiritual. Algo
adaptado pelas religiões cristãs e não pelo judaísmo, pois os mesmo não mudavam
sua linha de pensamento a respeito de um deus messiânico.
Mas uma das coisas que
diferencia os deuses dos filósofos, dos deuses dos bárbaros foi à santificação
dos deuses dos filósofos, pois segundo os filósofos os deuses eram puros viviam
em santidade e justiça, enquanto para os povos os deuses eram beberrões e
fanfarrões, que matavam e se prostituíam, enquanto os filósofos pregavam a
pureza e justiça dos deuses, é bom que se fale que o senso de justiça para os
homens nascera da filosofia grega, e por isto o próprio Platão pregara o amor
de um deus sobre todos os deuses a existência de um único amor nos deuses, que
era o senhor das qualidades dos diversos deuses cada um com sua qualidade, e
para isto começou desenvolvendo o estudo da Onipresença Onipotência e
Oniciência deste deus.
O sacrifício do corpo
tornava o homem espiritual separando a matéria dos vícios da carne, como
apetite desordenado, prostituição, cobiça e inveja, foi Platão que criou a
ideia de combate ao pecado, pois com a ideia de purificação acabou combatendo
uma série de vícios carnais depois chamados pelo cristianismo de pecado e entre
as coisas combatidas para purificação do corpo estava à ira a gula ou o comer
desordenadamente, a prostituição, e se combatia este mal que não deixava o
corpo chegar à purificação com sacrifícios da carne, buscando sempre o bem, e
este era o princípio do cristianismo, já que o cristianismo é uma mescla da
filosofia grega com os ideais de purificação dos ideais romanos já que em Roma
havia nesta época uma guerra dos sexos entre deuses dos homens e deusas das
mulheres adaptado pela igreja romana pondo fim nesta briga, embora tenha
restado a purificação do homem não tocando e se contaminando com mulher, os
monges que se espalharam por toda região homens que se retirava para lugares
isolados para meditar e se santificar, mas isto fica para o depois quando
estudarmos a religião romana, mesmo que os hermitões tenham surgido mesmo antes
do cristianismo. E foi daí que a igreja católica criou os mosteiros e os monjes
(padres) que ficariam confinado nos mosteiros meditando criando e cantando
salmos de louvor a seu deus.
A morte
de Sócrates e as experiências políticas na Sicília levaram Platão a verificar
que não é possível ser justo na cidade injusta e que a realização da filosofia
implica não só a educação do homem, mas a reforma da sociedade e do estado e
por isto as escolas de ensino superior feita pela Grécia na época para preparar
o homem para o conhecimento chegando-se a perfeição da justiça e da harmonia de
uma sociedade justa. E foi o
idealizador da filosofia da natureza também denominada de Filosofia
Natural, que nada mais é que a filosofia que trata do conhecimento das primeiras causas e dos princípios do mundo material. Diversamente das disciplinas científicas (ciência), não busca uma
descrição dos fenômenos da natureza, mas procura chegar à essência dos entes que possuem corpo, tem por
objeto formal o ser das
coisas corpóreas.
O sentido da filosofia, o amor da sabedoria, é o de conduzir o homem do mundo das
aparências ao mundo da
realidade, ou da contemplação das sombras à visão das ideias imutáveis e eternas, iluminadas pela ideia suprema do bem.
As concepções éticas e políticas de Platão são um
prolongamento natural de sua teoria da alma.
Uma
vez que o homem acede às ideias por meio da razão e que as ideias são
presididas pelo bem, o homem sábio será também necessariamente bom (Que era a
linha de pensamento socrateana). Para isso, contudo, é preciso que a sociedade
reproduza a ordem da alma, ou seja, que toda sociedade caminhe em harmonia para
a perfeição da mesma.
Será que nossos sábios não sabem disto? Ou não existem sábios
no poder hoje?
A justiça
consiste na relação harmônica entre as partes, sob o cuidado da razão. Por
isso, Platão sugeriu em, “A república” obra
em que expõe suas ideias políticas, filosóficas, estéticas e jurídicas, um
estado composto por três escamentos:
(1) os regentes filósofos, sob o predomínio da alma racional;
(2) os guerreiros guardiãs, defensores do estado e cujos
valores residem na alma irascível;
(3) e a classe inferiores dos produtores regidos pela alma
sensível, controlados mediante a temperança.
E
assim Platão cria o ideal de justiça e seus preceitos na filosofia da época,
mas preocupasse que justiça só pode existir com a educação dos que as põem em
prática, pois segundo ele um homem sábio é um homem bom e a justiça só pode ser
aplicado por um homem bom, e com conhecimento da justiça este homem se tornaria
bom, então tudo que teriam que fazer era educar os homens que aplicassem a
justiça, pois a cidade não educava o homem, mas o conhecimento o fazia.
Platão foi um dos filósofos
mais influentes de todos os tempos. Seu pensamento domina a filosofia cristã
antiga e medieval. Os ideais estéticos e humanistas do Renascimento
constituíram também uma recuperação do platonismo. Há elementos platônicos
também em pensadores modernos, como Leibniz e Hegel. Platão morreu em Atenas,
em 348 ou 347, A.C., mas continua tão vivo como antes com sua doutrina e
ensinamento talvez nunca antes vistos de maneira tão imensa e clara, e nem
Santo Agostinho nem São Tomaz de Aquino conseguiu, captar com propriedade a
profundeza do pensamento Platônico.
E Platão espalhou em toda Europa o platonismo através dos
seus discípulos, e criou através deles o cristianismo que ai está.
Separou a religião da ciência mesmo que muitos criarão a
religião científica, como o iluminismo e outras, a verdade que a medicina sai
totalmente da religião e se torna uma ciência, pondo fim no misto de
feitiçaria, curandeirismo e passou a trabalhar na medicina como uma ciência.
Nesta época fez diferença entre os
adoradores de deuses e pagãos e seus deuses, pois os que adoravam os deuses
procuravam aproximar-se deles, e purificavam sua vida, condenando a bebedeira e
a prostituição como adoração aos deuses.
A iluminação vem à alma de um
homem bom e através do espírito de seu deus em pureza e aproximar-se dos deuses
se faz espiritualmente e não em apetites carnais desordenados, devemos
sacrificar o corpo para os deuses e não libações em altares de sacrifício, pois
os deuses são espírito e tudo isto é da filosofia platônica um senso pouco
alcançado pelos sábios de época e mesmo dos tempos modernos, pois depois dele,
muitos tentaram diferenciar seus deuses, mas não conseguiram ter tanta clareza
naquilo que se propunha a falar e as escolas de teologia não conseguiram
alcançar o sentido das palavras de Platão.
Mas
as escolas a respeito das filosofias que variavam em vários ramos culturais,
pois Platão fez diferença entre muitas filosofias e ensinava separadamente à
ciência, a teologia, a política, e antes deles os filósofos já ensinavam o
princípio social.
E de todo este ensinamento surgiu um filósofo que era mais um
homem piedoso que propriamente um filósofo, e sua vida e seus ensinamentos
encheu a Europa e Arábia de fábulas a seu respeito, este homem foi Apolônio de
Thyana, como já falei de passagem Apolônio de Thtyana, fora o percussor do
cristianismo que ai está.
Que fora o que mais se sabe pusera em prática a vida
contemplativa pregara a piedade, (uma mistificação da filosofia com a doutrina
romana) e também o amor ao próximo, (que viera da ideia comercial fenícia) e a
abdicação desta vida contaminada para uma vida em busca das coisas espirituais,
esta sim puramente da filosofia grega.
Enquanto as
religiões após si se espalhavam e tomavam corpo na pregação de filósofos
oradores que modificavam totalmente o sentido de um deus material para um deus
espiritual, e foi a tal ponto que já não havia mais nem uma ligação entre os
deuses pagãos (e quando falo em pagão não falo no sentido católico da palavra,
mas no sentido filosófico) e os deuses propagados pelos filósofos.
Formando-se
assim uma nova doutrina no mundo de então se levantando grandes filósofos com
escolas e tiraram os deuses de seus templos suntuosos e os levaram a
conhecimento dos povos, (isto no sentido espiritual da palavra,) tornando os
deuses acessíveis aos homens comuns, e não mais uma especialidade dos reis e
sacerdotes, e sim um deus espiritual que se podia servi-lo em qualquer lugar
que se encontrasse o ser humano.
Mas isto acabou criando mais demanda que união já que cada um
tinha agora uma ideia sobre seu deus, e também ouve os interesse religioso que
acabou contaminando os deuses dos filósofos, e usavam para si o nome dos
próprios filósofos, e era normal criadores de religião dizer-se apostolo de
Platão, Sócrates ou Pitágoras, pois isto lhes rendia mais seguidores, pois o
mesmo se tornava mais confiável.
E tornou-se
normal, homens falar de seus deuses diretos ao povo, criando-se ai os grandes
mitos, e milagres destes enviados dos deuses, era agora uma nova era de deuses
completamente diferente dos deuses de até então, e em Roma mistificou-se a
doutrina da Pietas, que por ignorância acabou trazendo a doutrina da piedade, (que
já era uma mistificação romana) trazendo a ira dos senhores que viam seus
escravos mais ligados aos deuses dos filósofos do que a seus próprios senhores
era uma doutrina de libertação dos homens misturada à democracia pregada por
alguns filósofos gregos, estava se estruturando uma nova ordem mundial no mundo
de então.
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CAPITOLO XVIII
APOLÔNIO O PRECURSOR DO CRISTIANISMO
Apolônio de Thyana um dos
personagens mais notáveis do seu período histórico, e pouco se sabe dele mesmo
entre os que têm uma boa formação filosófica religiosa.
É incrível que uma figura
deste porte espiritual não conste nos livros sobre religiões, mas apenas em
livros em documentos indexado ao ocultismo.
Sabe o que é incrível que no
livros de Paulo católico, ele manda seus discípulos pedirem conselho a Apolônio
e depois a igreja católica faz dele um místico ou um bruxo.
Todavia, tentaremos tanto
quanto possível retratar em primeiro lugar sua vida e doutrina, e em segundo
lugar estudar sua ação em paralelo a um segundo personagem logo após esta
época, mas divulgado pelo menos depois de 100 anos desta época, a figura
mística de Jesus de Nazaré.
A diferença
entre Apolônio de Thyana e Jesus de Nazaré são os fundamentos da história, já
que Apolônio seu nascimento foi cercado de um misticismo histórico em que
trouxe várias discussões já que nunca chegou-se a nem um acordo a respeito de
seu nascimento muitos escritores diziam que ele materializou se em homem
enquanto outros diziam ter nascido, e o Jesus dos Romanos também teve no
princípio a mesma discussão a este respeito.
Até que Roma resolve por fim
nesta discussão, e faz um Cristo nascido homem que tem paixões como qualquer
homem sendo que a única diferença era ser filho de deus, e para isto jogaram
fora diversos escritos entre eles até algum que segundo os historiadores pertencia
à o tal Pedro, que era apostolo deste tal Jesus.
Mas a verdade é que Apolônio
encontra guarida na história, pois foi preso por imperadores e solto depois e
comandou levante contra Nero Cesar e tem registro de sua passagem já que nesta
época a escrita era normal e os historiadores registravam qualquer pessoa que
parecesse estranho ou digno de registro, então Apolônio fora registrado, e o
tal Cristo contado depois de mais de um século, também viveu em uma época em
que os historiadores estavam em plena ascensão, (ou seja na mesma época que
Apolônio) não tem nem um registro de época sobre sua passagem.
Bem Apolônio como
Jesus nasceu de uma virgem, mas seu nascimento é cercado de mito como o filho
de deus ambos nasceram por ordem do espírito santo, e fica difícil separar o
mito de seu nascimento do mito do nascimento do Jesus filho de deus, o mais
lógico é alguma doutrina que a doutrina de Constantino deu fim na época, que
ele se manifestou na terra, esta doutrina estava espalhada por toda região do
reino de Roma, portanto os documentos citavam que tanto ele como Jesus haviam
se manifestado na terra, mas o credo católico não aceitou fazendo que Jesus
fosse nascido de uma virgem, então não sabemos ao certo se os dois foram tidos
como nascido de uma virgem ou só o Jesus da Igreja Católica de Constantino pôs
isto em seu credo, mas quanto a Apolônio o mistério se intensifica quando não
se acha a data de seu nascimento, mas segundo os dados ele manifestou-se no ano
2 a 5 AC, numa antiga e abastada família aristocrata de Thyana (fato este que a
igreja católica tenta abafar) sabe-se que ele foi filho de uma das primeiras
família de Thyana na antiga cidade da
Capadócia, (atual Turquia, mas na época este território pertencia a
Grécia) na Ásia menor, ele era de
família aristocrata viveu entre sacerdotes, líderes e imperadores, interpelando
os sobre ética e honestidade.
Apolônio viveu e
tem história sobre todo primeiro século da era cristã, foi preso por Nero e
depois solto, foi para Espanha e lá chefiou um levante contra Nero, mas o mesmo
já havia se suicidado e por isto teve a desconfiança de diversos imperadores,
mas também lhe trouxe fama como alguém a ser respeitado sendo conselheiro de
muitos imperadores, a diferença dele e do Cristo propagado pela igreja católica
romana, é que este Jesus não se encontra nem um registro histórico como a
maioria das lendas judaica.
Segundo o mito de Apolônio,
pois mesmo Apolônio embora haja registro histórico, sua vida é cercada de
mitos, e segundo este mito sua mãe recebeu a visita de Proteus deus Egípcio que
dissera a ela que ia se encarnar em uma criança para ser seu filho, e assim sua
mãe fora para o campo colher flores e lá fora cercada por um bando de cisne que
lhe cantavam hinos enquanto Proteus em brilho fora se transformando na criança
até que ela pode segurá-lo em seus braços como a um renascido, e este Proteus
era amigo de Zeus e ajudou-o a vencer seu pai Cronos, pois Proteus era um deus
sábio no trato da palavra e ludibriou Cronos ante a seu amigo Zeus.
Mas Proteus quando pego no
ato propunha um enigma a seu adversário e se ele respondesse seu enigma ele lhe
revelava o passado e o futuro, o que até pouco tempo ninguém sabia responder se
isto era bom ou ruim.
Como vê os mitos
cercaram a vida de Apolônio por muitos anos até que a igreja católica pôs fim
na história e no mito de Apolônio criando um Cristo. E este mito tem princípio
no misticismo da massa que faziam de médicos uma espécie de curandeiros envolto
em poderes sobrenatural embora a Grécia já havia separado a medicina do curandeirismo
mas o povo ainda não tinham digerido esta ideia, pois curandeirismo e medicina
ainda estavam na mente do povo e como Apolônio além de filósofo era médico que
curava os enfermos logo seus feitos tornaram-se lendas, e mitos cercaram seus
atos, e o cristianismo de Constantino aproveitou para torna-lo feiticeiro, sem
se importar com sua formação acadêmica.
Desde muito cedo Apolônio
mostrava grande capacidade de memorizar, e uma inteligência que lhe aguçava a
aptidão para o estudo e na sua juventude, primava pela beleza pessoal e pela
sutileza com que se pronunciava sobre determinados temas, mas encontrava
satisfação nas conversas que mantinha com os discípulos de Platão e
Aristóteles, (também ouvia os discurso de Epicuro) alias os seus companheiros
eram discípulos de Platão e Peripatéticos, também estudou a ciência Fenícia
sobre a direção de Eutidemo. Mas de toda a filosofia que estudou a que mais o
entusiasmou foi a pitagoriana, daí que aos 16 anos no Egeu, tivesse sido
discípulo da ordem dos pitagorianose tivesse sido instruído nos seus mistérios.
Empenhando-se com especial devoção nos ensinamentos de Pitágoras aplicou
com rigor os seus preceitos, de entre eles o silêncio que cumpriu durante cinco
a seis anos, de forma a desenvolver e apurar os outros sentidos que, uma vez
exercitados, pudessem absorver tudo. Aí, então, aprendeu tudo o que podia ser
dito e ensinado, faltando, todavia vivenciar esses mesmos ensinamentos, isto é,
aplicar a teoria dos mesmos na prática, não seria uma tarefa fácil.
Doravante dedicou-se, a sua
vida à filosofia, optou por comer frutos secos e vegetais, renunciando à carne
e ao vinho por serem demasiado impuros e pesados, e poderem moldar-lhe o
equilíbrio e o discernimento mental.
Passou a
usar roupa de linho, como ele chamava que era à base de fibras de plantas (em
vez de roupa de origem animal), dispensou os sapatos e deixou que o seu cabelo
e a sua barba crescessem.
Seu pai,
um dos mais ricos cidadãos de Thyana, deixou-lhe uma considerável fortuna que
ele doou à sua família, ficando para si apenas uma pequena parte, o suficiente
para as suas necessidades básicas segundo as suas próprias palavras, o sábio
devia saber contentar-se com pouco.
De imediato tornou-se um
reformista e tendo sido iniciado pelos sacerdotes no Templo de Asclépio Aegae
(capital da antiga Macedónia), aí aprendeu a fazer prodígios (milagres) e a
curar os doentes encomendados ao deus da medicina (como vê as curas do passado
tinha a ver com os deuses da medicina algo que a filosofia grega tentava
desligar, passando a ciência)
Tendo tido
a aprovação do oráculo, fixou residência no templo de Esculápio, onde
Hipócrates estudara e se tornara o pai da medicina moderna, criador do
juramento médico. Pouco tempo depois passou a ser conhecido pelas inúmeras
curas que aí operou, tendo muitas pessoas doentes, rumado ao templo, a fim de
serem curadas por Apolônio de Thyana.
Com a
idade de vinte anos, tendo os seus pais já falecido, Apolônio lança-se na
procura da Sabedoria, tal como ela era transmitida pelo seu professor
espiritual, Pitágoras.
Viajou muito para se
instruir, decidiu-se então por uma árdua viagem à Índia para contactar e ficar
entre os sábios brâmanes, e de caminho visitou os magos da Babilônia e apesar
da relutância dos seus discípulos em acompanhá-lo e de o persuadirem a não
viajar, ele respondeu nestes termos: “Eu consultei o conselho dos deuses e
comunico-vos a sua decisão… eu vos testei para ver se seríeis suficientemente
fortes para empreender o mesmo que eu.” A verdade, porém, é que os seus
discípulos temiam entrar na terra dos encantamentos, ou seja, a Índia.
Contava-se que lá ocorriam fenômenos estranhos, pois parecia que a paisagem se
movia.
Logo
depois que saiu da sua cidade natal, Apolônio ficou conhecido como um neo pitagórico.
A sua primeira
paragem foi em Nínive, na Babilônia (Pérsia, atual Irã e Iraque), onde
encontrou Damis, um nativo da cidade que, reconhecendo a sua sapiência, acabou
por ser o seu inseparável e fiel companheiro: “Partamos Apolônio tu seguindo
Deus e eu a ti”.
Em
seguida, Damis interpelou Apolônio, dizendo-lhe que conhecia a região à volta
da Babilônia e que falava várias línguas como a dos armênios, medos e persas,
ao que Apolônio respondeu que entendia todas as línguas sem que, no entanto,
tivesse aprendido alguma. Perante o espanto de Damis, Apolónio responde: “Não
precisas espantar-te com o conhecimento que tenho das línguas, pois, para te
dizer na verdade também conheço todos os segredos do silêncio humano,” e com
mais esta resposta Damis não teve dúvidas de que estava perante um sábio e
ofereceu os seus serviços permanecendo a seu lado até ao fim da vida.
Tendo conseguido
a companhia de Damis, ambos deixaram Nínive e ainda em terras da Babilônia,
entraram no maravilhoso Palácio Real, e sem dar muita importância à opulência
que se destacava, Apolônio apresentou-se ao rei Vardan que, estando prestes a
sacrificar um belo cavalo branco Nísio em honra do Sol, esperava que Apolônio
se lhe juntasse, mas este declinou tal honra oferecendo, em vez disso, ao Sol
incenso, proferindo, então, as seguintes palavras de sabedoria:
“Oh tu
Sol, derrama sobre a terra até onde for agradável a mim e a Ti, e possa eu
associar-me aos homens bons, mas que dos maus nunca ouça nada, nem eles de
mim.”
E lançou a
oferenda ao fogo. Contamos este episódio para exemplificar o caráter reformista
das práticas religiosas que Apolônio propunha, pois se opunha a todo o tipo de
sacrifício de animais que implicasse a perda de vida de qualquer ser vivo da
natureza.
Depois do contacto com os
magos, a quem revelou o seu respeito e recomendação, pois a maior parte deles
era sábia despediu-se do rei Vardan, não sem antes oferecer conselhos
judiciais, curar doenças e transmitir as bases para um bom governo.
De acordo
com o testemunho de Damis (que foi mais tarde copiada por Philostratus,
Filóstrato), depois de Apolônio ter sido iniciado pelos caldeus e magos na
Babilônia dirigiu-se para a terra dos encantos, a Índia.
A viagem
até a Índia foi dura e, quando chegaram a Taxila (actual Paquistão), foram
recebidos pelo rei Fraotes no seu palácio, Apolônio ficou agradavelmente
impressionado com a simplicidade e austeridade aí reinantes, argumentando que
estava satisfeito em saber que o rei vivia como filósofo contente e falando em
grego, o rei convidou Apolônio para um banquete onde descreveu o modo como se praticava
o estudo e o exercício da filosofia na Índia. Foram estas, então, as palavras
proferidas:
“Na maior
parte das vezes” os olhos do homem revelam os segredos do seu caráter pelas
suas sobrancelhas e face pode-se formar um julgamento e avaliar o seu valor,
com estas características, os homens de sabedoria e ciência podem detectar a
disposição das pessoas como se as vissem num espelho…
“É
imperativo que os que abraçam a filosofia sejam postos à prova e sejam sujeitos
a muitas formas de prova, nós estudamos filosofia sob a direção dos Mestres e,
assim entre nós, a admissão faz-se através do exame.”
As fábulas a seu
respeito falam de ressurreição de pessoas, curas e diversos tipos de milagres,
como transformar água em vinho, Caminhar sobre as águas e outros diversos
milagres depois atribuído ao deus do cristianismo de Constantino, além do
ensinamento do amor e da purificação da alma, e entre estes milagres conta-se a
ressurreição da filha de um senador romano depois de morta por oito dias,
Apolônio ficou tão conhecido na doutrina romana que fora adorado e respeitado
por imperadores romanos como Adriano.
Conta à lenda que Adriano ia
invadir Tyana e queria anular este povo, mas segundo contava Adriano quando se
preparava para invadir a cidade fora advertido por Apolônio em uma visão, que
lhe falou.
- Adriano não cometas nada
contra meu povo e Adriano se afastou da cidade sem cometer nem um crime neste
lugar, algo que fora imitado depois por Constantino ao introduzir Saulo de
Tarço, quando quis impor aos romanos seu cristianismo.
Bem a religião
Platônica já estava espalhada por toda Europa Arábia e Mesopotâmia.
Todo cristianismo pregado
depois teve sua origem nas doutrinas de Platão, e toda filosofia cristã é uma
pálida cópia da doutrina platônica.
Mas a doutrina platônica
também encontrou grande resistência no império romano por causa de seus
princípios de igualdade social, e toda perseguição pregada e atribuída aos
cristãos na verdade foi feita aos seguidores das doutrinas com princípios
platônicos, mas antes foram perseguidos os adeptos da filosofia Cética, e
depois atribuídas aos cristãos pela vinda de Constantino e imposição de suas
igrejas e muitos dos santos hoje tidos como cristãos primitivos nem pregavam o
cristianismo e sim o deus de amor pregado por Platão, na verdade o cristianismo
judaico em Roma fora um engodo do Bretão Constantino, é incrível como os
propagadores do cristianismo de Constantino faziam questão de intimidar os que
não iriam crer em seus ensinamentos e tentar assusta-los com a condenação ao
inferno, (outro ensinamento puramente romano) propagando e intitulando-os de
Anticristo.
E não fora só
Apolônio na época pregador da doutrina platônica (Embora Apolônio, era mais
pitagórico) mais ouve muitos outros na época com escolas filosóficas,
perseguidas depois pelo império romano ao ver-se ameaçado por estas religiões,
pois além de Platão também Pitágoras fora disseminador da doutrina da
purificação, isto fora algo crescente na filosofia grega e as escolas formaram
grandes homens com ideais filosóficos em busca da purificação do corpo e da
mente que eram doutrinas místicas pitagorianas e platônicas formando assim
grandes pensadores e o mundo de então estava invadido por estes novos ideais
religiosos, e Roma que perdia cidades inteiras para vulcões, voltavam-se para a
vida contemplativa, era uma nova doutrina surgindo entre as sociedades de
então, o homem não era tão somente um mero expectador de deuses com sentimento
animais para ser parte integrante dos deuses espirituais, e isto incomodava os
poderes da época, pois muitos imperadores de então se intitulavam enviados dos
deuses e até exigiam que cultuassem seus nomes.
E foi assim que a
doutrinas Gregas espalharam-se pelo mundo de então, trazendo uma nova forma de
ver os deuses da época agora não mais um deus vingativos ou profanos, senhor de
guerra cheio de vícios, dado a prostituição, para uma nova forma de deus puro
espiritual, revestido de amor, amigo do homem que dava um sentido definido para
nossa vida, ou seja um deus voltado para o nosso dia a dia e que se interessava
por nosso problemas cotidiano, e nisto nos dava um sentido pois um deus que nos
amasse teria compromisso conosco para sempre, e acaba trazendo os deuses até os
homens de uma maneira nos levando mais próximo aos deuses, tirando da mão dos
sacerdotes o domínio sobre os homens em referência e este deus nasceu da filosofia grega se
espalhando para o mundo através de seus filósofos. Agora os sacerdotes além da
luta com a falta de fé dos fieis ainda se deparam com a filosofia trazendo nova
era entre deuses e homem.
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CAPITOLO XIX
OS CONHECIMENTOS
FILOSÓFICOS E
CIENTÍFICOS DA GRÉCIA ANTIGA
Mas falar da filosofia grega
é muito complexo como já disse, pois à uma gama muito grande de filósofo que
desenvolveram vários seguimento da ciência como a matemática entre eles estavam
Euclides, Arquimedes, Pitágoras.
E o que é incrível este
filósofo foi que deu este nome aos pensadores.
Certa vez, enquanto assistia
aos jogos olímpicos, o príncipe Leon perguntou a ele como definiria a si mesmo
Pitágoras respondeu “Eu sou um filósofo”. O príncipe intrigado com a resposta
quis saber o que ele definia como filósofo Pitágoras aponta ao redor a multidão
e o interroga.
-Vês a multidão?
Pois então saiba que há aqui muitos homens e muitos propósitos, uns buscam fama
outros o prazer e há ainda os que buscam lucros nas apostas ou na política e
poucos vem observar para entender como e porque assim age a sociedade, e a
estes eu chamo filósofo. Embora nunca vamos compreender plenamente o porquê age
assim a sociedade o certo é que sempre haverá os que se interrogue a respeito
desta sociedade. Assim era a filosofia grega sempre querendo conhecer mais do
homem e das coisas a sua volta, além disto, a Grécia desenvolveu muitos outros
ramos da filosofia, também se dedicaram a justiça, política.
Também em várias outras
áreas a filosofia se desenvolveu como Asclépio que foi um grande filosofo na
área da medicina conhecido como o idealizador da medicina, como Sócrates e
Platão na teologia e assim foi a Grécia para mim e outros que não olham a
religião como separação deidades foi a Grécia, a divisa entre a “Idade Antiga”
e a “Idade Média” ou mesmo “Idade Moderna” foi ali que se fez a divisão entre
os homens pós-história. Ouve uma época que os gregos deram tanto valor as
escrita e pensamento de diversas corrente humanas que cercavam todo navio que
entrasse em seus portos e procuravam neles livros, para descobrir as várias
correntes de pensamentos e quando achavam um livro copiavam e depois devolviam.
Mas que ainda trazia ranço de
seu passado primitivo, para o homem moderno que agora estavam mais próximo a
seus deuses e não um mero telespectador das ações dos deuses. Era o homem que
começava a desafiar o obscuro e a natureza não em usa-la, mas em submetê-la e
desafia-la, pois se não tivesse sido a religião católica a muito o homem teria
desvencilhado do ranço de um deus que lhe põem cabresto e teria sido dono de
sua própria cultura e educação e muito teria desenvolvido na ciência estaríamos
quase 2 mil anos avançado.
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