CAPITOLO XXIV
BATALHA DE ECNOMO.
Em 256 AC,
uma grande força com cerca de 330 navios foi montada sob o comando dos cônsules
Marco Atílio Régulo e Lucius Manlius Vulso para invadir o Norte da África.
Cartago, ciente desta ameaça, enviou sua frota, de combates, para barrar o
ataque.
Os generais Hanno e Hamilcar
(conhecidos por suas ações em Agrigento e Paropo) foram postos no comando da
frota de Cartago. Quando essas duas forças se enfrentaram a sudeste da Sicília
na Batalha do Cabo Ecnomo, na maior batalha naval da antiguidade, a frota
romana saiu vitoriosa, podendo seguir para o ataque aos territórios de Cartago
na África.
Após a batalha, grande parte da força romana voltou com
Lucius para Roma ou para a Sicília, deixando Regulus com 15 mil homens na
África, mas Regulus segue avançando e atacando cidades menores, Cartago mandou
um exército para enfrentá-lo quando sitiava Adys, na batalha de Adys que foi
ganha pelos romanos, o que fez com que Cartago tentasse um acordo de paz com os
invasores, mas as condições impostas pelos romanos foram tão severas que o
acordo não foi concretizado e sem acordo, Cartago contratou o general
mercenário espartano Xantipo para organizar sua defesa contra as legiões
romanas e Xantipo enfrentou Regulus na Batalha de Túnis, onde os romanos
sofreram pesada derrota e quando Roma soube da derrota do exército de Regulus
na Túnis, envia uma tropa para ajudar e resgatar suas tropas em Túnis, Roma
enviou sua frota para resgatar os sobreviventes. Cartago tentou impedir, mas
foi derrotada na batalha naval de Hermaeum no entanto, no retorno à Sicília,
uma tempestade destruiu a maior parte dessa frota (quase 300 navios
destruídos).
Devido à tragédia, Roma teve que construir uma nova frota
rapidamente e está frota foi mandada para Sicília onde conquistou a cidade de
Panormus (atual Palermo), a mais importante sob o domínio de Cartago.
Após a
vitória, parte da frota foi para África onde atacou algumas cidades, mas no
retorno foi novamente surpreendida por tempestades, perdendo cerca de 150
navios e após alguns anos sem maiores problemas e batalhas, Cartago tentou
reconquistar Panormo (atual Palermo), mas foi derrotada e esta vitória reanimou
e encorajou as forças de Roma, que tinha acabado de reconstruir sua frota. Roma
cercou por terra e por mar Lilibeu (atual Marsala), a última cidade de Cartago
na Sicília e Cartago mandou reforço para a cidade, que sobre o comando de
Himilco vinha conseguindo se defender.
A frota de Cartago comandada
pelo almirante Aderbal se encontrava próxima e apesar do cerco, vinha
conseguindo enviar suprimentos para a cidade.
Para
terminar com esse problema, o cônsul Públio Cláudio Pulcro decide atacar a
frota inimiga de surpresa, mas o ataque a Drépano (atual Trapani) é um fracasso
completo, tornando a batalha de Drépano a maior derrota naval dos romanos na
guerra, mais pouco depois, o resto das frotas romanas que não havia participado
da batalha foi destruída por tempestades enquanto tentava cercar a frota de
Aderbal. Depois disso, Cartago voltou a ter o domínio marítimo na guerra e Roma
ficou anos sem construir uma nova frota enquanto isto por terra, o cerco a
Marsala e à base naval de Trapani continuou, mas sem maiores avanços, e isto
faz pensar , pois se o povo romano fosse dado a consultar deuses não teriam
ganho esta batalha, pois teriam pensado que, tanta derrota para tempestades
seria a ação dos deuses mas como eram povo mais dado ao espírito da competição
comercial que dado a religiosidade levaram suas batalhas até o fim.
Assustada com o rumo que a guerra estava tomando, Roma nomeia Aulo Atílio Calatino para ditador e em 247 AC Amílcar Barca, pai de Aníbal Barca, tornou-se comandante das forças de Cartago e ele começou a aproveitar o domínio marítimo para atacar cidades costeiras no Sul da Península Itálica e no mesmo ano, Aulo Atílio se estabeleceu com seu exército próximo à Panormus (atual Palermo), no meio do território inimigo e de lá, lançou seus ataques a cidades italianas e se estenderam até Cumae (atual Cumas) e graças a esses ataques ele conseguia suprimentos para suas tropas, visto que a essa altura da guerra a economia de Cartago e até mesmo de Roma já estavam bastante abaladas, pois apesar dos constantes ataques de seu exército não apenas conseguiu se defender como avançou para Monte Eryx hoje (Monte San Giuliano)
Mas
devido à dificuldade enfrentada na guerra em terra contra Amílcar, Roma voltou
a construir uma frota visando acabar com a chegada de suprimentos por mar às
tropas de Cartago na Sicília e como o Estado não tinha mais condições de bancar
essa nova frota, ela foi custeada pelos cidadãos ricos (a privatização da
guerra) que se organizaram em pequenos grupos cada um dos quais construindo um
navio e assim Roma, mesmo falida pela guerra que já se estendia por mais de 20
anos, conseguiu uma nova frota de 200 navios e assim em 242 AC, a nova frota
foi mandada para as proximidades de Lylibaeum (atual Marsala), mas ao saber da
inesperada força naval romana, Cartago mandou sua frota com suprimentos
esperando que chegasse à base de Amílcar, onde embarcaria os experientes
marinheiros sob seu comando. Entretanto a frota foi avistada, o que resultou na
Batalha das Ilhas Aegates (ilhas Égadi) ganha pelos romanos também cai à cidade
de Marsala que acabou dominada pelo restando e na Sicília apenas a, base de
Amílcar, isolada e sem suprimentos que chegavam por mar, pois Cartago, sem
recursos para tentar qualquer manobra na guerra, aceitou a derrota e, sob o
comando de Amílcar, negociou um tratado de paz com Roma, pondo fim à guerra.
Roma ganhou a Primeira Guerra Púnica após 23 anos do conflito e substituiu
Cartago como o poder naval dominante do mediterrâneo. No fim da guerra, ambos
os estados estavam esgotados financeira e demograficamente.
Para
determinar as fronteiras finais de seus territórios Roma e Cartago, fizeram uma
linha reta através do mediterrâneo. Espanha, Córsega, Sardenha e África
permaneceram com Cartago. Tudo ao norte dessa linha foi incorporado por Roma.
A
vitória de Roma foi extremamente influenciada por sua recusa persistente em
admitir a derrota, aceitando somente a vitória total. Além disso, a habilidade
da república de atrair investimentos privados no esforço de guerra, usando o patriotismo dos
seus cidadãos para bancar navios e tripulação, foi um dos fatores decisivos na
guerra, principalmente quando comparado com o descaso aparente da nobreza de
Cartago em arriscar suas fortunas para o bem comum. O fim da primeira guerra
Púnica resultou também no nascimento oficial da marinha romana,
que no futuro proporcionou a expansão do Império
Romano, as guerras de Roma e Cartago foi à inspiração para o falso
livro de Daniel que falava da guerra do reino do norte contra o reino do sul,
ou seja Roma ao norte contra Cartago no sul, era um livro feito pelos
visionários (sacerdotes) romanos depois difundidos por católicos como livro de
Daniel uma mistificação da doutrina e escritos romanos para o judaísmo.
E
estes foram os acordos de paz impostos pelos romanos aos cartagineses
·
Libertar seus
prisioneiros de guerra sem resgate, mas pagar resgates para que os seus fossem
libertados;
·
Evacuar todas as
pequenas ilhas entre a Sicília e a África;
·
Pagar uma
indenização de 2200 talentos em dez prestações anuais, mais uma indenização adicional
de 1000 talentos imediatamente.
Outras cláusulas determinavam que os aliados de cada lado não
fossem atacados pelos do outro e ambos os lados foram proibidos de levantar
tropas dentro do território do outro. Isto impedia Cartago de usar forças
mercenárias romanas.
E assim temos uma guerra
pelo comércio e não por deuses como foram às outras guerras até então deixando
assim os sacerdotes e religião de lado mudando o ideal de um povo por deuses
para o ideal por uma pátria nascia ali o princípio do patriotismo dos povos de
até então isto não quer dizer que a humanidade livrava-se para sempre dos
vícios religiosos, pois logo depois levantou-se o cristianismo anulando todas
as outras forças e conseguiu se estabelecer por mais 2000 anos.
Era
costumes do romanos a crucificação dos inimigos de guerra e geralmente depois
de vencido seus inimigos eram crucificados e ficavam pendurados ali até morrer,
além disto, só bandidos que hoje se chama crimes hediondos eram condenados à
crucificação, e uma coisa que parece ter contribuído para o cristianismo que ai
esta, quando havia um crime que prendia a atenção da massa, havia uma
preocupação dos tribunos em desvendar este crime ou tratavam de colocar logo
alguém para pagar este crime e aplacar a ira da massa, e este seria
crucificado, o que se dizia neste caso, “temos que achar logo alguém pra
cristo”, ou seja, para crucificar e acalmar a massa revoltada, e se o criminoso
fosse alguém influente no império como filho de um tribuno ou de um senador
teriam também que arrumar alguém na calada da noite para cristo, e mesmo que a
massa não acreditasse que esta pessoa fosse o culpado teriam pelo menos o
benefício da dúvida em seu favor, e também a massa falava que arrumaram alguém
pra cristo, quer dizer arrumaram alguém para pagar o crime pelo verdadeiro
culpado, isto antes mesmo do cristianismo, pois a palavra cristo vinha de
crucificar ou crucificação, e como já falei era um crime de inimigos de guerras
e de crimes hediondos ou crime que atraia a atenção do público e precisava de
uma resposta imediata.
E
assim vamos falar mais das religiões propagadas pelos romanos às religiões
romanas proliferavam conforme as doutrinas de vários lugares e não havia
proibição contra os religiosos, de qualquer religião em Roma, todos eram bem
aceitos desde que não tentassem governar os interesses romanos não haveria
problema algum, e na época em que as filosofias gregas se propagaram também
chegaram a Roma os ideais das filosofias gregas, e Apolônio o grego de Thyana.
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