terça-feira, 27 de dezembro de 2016






                                     CAPITOLO XXIV

                               BATALHA DE ECNOMO.

Em 256 AC, uma grande força com cerca de 330 navios foi montada sob o comando dos cônsules Marco Atílio Régulo e Lucius Manlius Vulso para invadir o Norte da África. Cartago, ciente desta ameaça, enviou sua frota, de combates, para barrar o ataque.                                                       Os generais Hanno e Hamilcar (conhecidos por suas ações em Agrigento e Paropo) foram postos no comando da frota de Cartago. Quando essas duas forças se enfrentaram a sudeste da Sicília na Batalha do Cabo Ecnomo, na maior batalha naval da antiguidade, a frota romana saiu vitoriosa, podendo seguir para o ataque aos territórios de Cartago na África.

                              Após a batalha, grande parte da força romana voltou com Lucius para Roma ou para a Sicília, deixando Regulus com 15 mil homens na África, mas Regulus segue avançando e atacando cidades menores, Cartago mandou um exército para enfrentá-lo quando sitiava Adys, na batalha de Adys que foi ganha pelos romanos, o que fez com que Cartago tentasse um acordo de paz com os invasores, mas as condições impostas pelos romanos foram tão severas que o acordo não foi concretizado e sem acordo, Cartago contratou o general mercenário espartano Xantipo para organizar sua defesa contra as legiões romanas e Xantipo enfrentou Regulus na Batalha de Túnis, onde os romanos sofreram pesada derrota e quando Roma soube da derrota do exército de Regulus na Túnis, envia uma tropa para ajudar e resgatar suas tropas em Túnis, Roma enviou sua frota para resgatar os sobreviventes. Cartago tentou impedir, mas foi derrotada na batalha naval de Hermaeum no entanto, no retorno à Sicília, uma tempestade destruiu a maior parte dessa frota (quase 300 navios destruídos).

                           Devido à tragédia, Roma teve que construir uma nova frota rapidamente e está frota foi mandada para Sicília onde conquistou a cidade de Panormus (atual Palermo), a mais importante sob o domínio de Cartago.
Após a vitória, parte da frota foi para África onde atacou algumas cidades, mas no retorno foi novamente surpreendida por tempestades, perdendo cerca de 150 navios e após alguns anos sem maiores problemas e batalhas, Cartago tentou reconquistar Panormo (atual Palermo), mas foi derrotada e esta vitória reanimou e encorajou as forças de Roma, que tinha acabado de reconstruir sua frota. Roma cercou por terra e por mar Lilibeu (atual Marsala), a última cidade de Cartago na Sicília e Cartago mandou reforço para a cidade, que sobre o comando de Himilco vinha conseguindo se defender.

                                      A frota de Cartago comandada pelo almirante Aderbal se encontrava próxima e apesar do cerco, vinha conseguindo enviar suprimentos para a cidade.
Para terminar com esse problema, o cônsul Públio Cláudio Pulcro decide atacar a frota inimiga de surpresa, mas o ataque a Drépano (atual Trapani) é um fracasso completo, tornando a batalha de Drépano a maior derrota naval dos romanos na guerra, mais pouco depois, o resto das frotas romanas que não havia participado da batalha foi destruída por tempestades enquanto tentava cercar a frota de Aderbal. Depois disso, Cartago voltou a ter o domínio marítimo na guerra e Roma ficou anos sem construir uma nova frota enquanto isto por terra, o cerco a Marsala e à base naval de Trapani continuou, mas sem maiores avanços, e isto faz pensar , pois se o povo romano fosse dado a consultar deuses não teriam ganho esta batalha, pois teriam pensado que, tanta derrota para tempestades seria a ação dos deuses mas como eram povo mais dado ao espírito da competição comercial que dado a religiosidade levaram suas batalhas até o fim.

                              Assustada com o rumo que a guerra estava tomando, Roma nomeia Aulo Atílio Calatino para ditador e em 247 AC Amílcar Barca, pai de Aníbal Barca, tornou-se comandante das forças de Cartago e ele começou a aproveitar o domínio marítimo para atacar cidades costeiras no Sul da Península Itálica e no mesmo ano, Aulo Atílio se estabeleceu com seu exército próximo à Panormus (atual Palermo), no meio do território inimigo e de lá, lançou seus ataques a cidades italianas e se estenderam até Cumae (atual Cumas) e graças a esses ataques ele conseguia suprimentos para suas tropas, visto que a essa altura da guerra a economia de Cartago e até mesmo de Roma já estavam bastante abaladas, pois apesar dos constantes ataques de seu exército não apenas conseguiu se defender como avançou para Monte Eryx hoje (Monte San Giuliano)  

                      Mas devido à dificuldade enfrentada na guerra em terra contra Amílcar, Roma voltou a construir uma frota visando acabar com a chegada de suprimentos por mar às tropas de Cartago na Sicília e como o Estado não tinha mais condições de bancar essa nova frota, ela foi custeada pelos cidadãos ricos (a privatização da guerra) que se organizaram em pequenos grupos cada um dos quais construindo um navio e assim Roma, mesmo falida pela guerra que já se estendia por mais de 20 anos, conseguiu uma nova frota de 200 navios e assim em 242 AC, a nova frota foi mandada para as proximidades de Lylibaeum (atual Marsala), mas ao saber da inesperada força naval romana, Cartago mandou sua frota com suprimentos esperando que chegasse à base de Amílcar, onde embarcaria os experientes marinheiros sob seu comando. Entretanto a frota foi avistada, o que resultou na Batalha das Ilhas Aegates (ilhas Égadi) ganha pelos romanos também cai à cidade de Marsala que acabou dominada pelo restando e na Sicília apenas a, base de Amílcar, isolada e sem suprimentos que chegavam por mar, pois Cartago, sem recursos para tentar qualquer manobra na guerra, aceitou a derrota e, sob o comando de Amílcar, negociou um tratado de paz com Roma, pondo fim à guerra. Roma ganhou a Primeira Guerra Púnica após 23 anos do conflito e substituiu Cartago como o poder naval dominante do mediterrâneo. No fim da guerra, ambos os estados estavam esgotados financeira e demograficamente.
Para determinar as fronteiras finais de seus territórios Roma e Cartago, fizeram uma linha reta através do mediterrâneo. Espanha, Córsega, Sardenha e África permaneceram com Cartago. Tudo ao norte dessa linha foi incorporado por Roma.

                     A vitória de Roma foi extremamente influenciada por sua recusa persistente em admitir a derrota, aceitando somente a vitória total. Além disso, a habilidade da república de atrair investimentos privados no esforço de guerra, usando o patriotismo dos seus cidadãos para bancar navios e tripulação, foi um dos fatores decisivos na guerra, principalmente quando comparado com o descaso aparente da nobreza de Cartago em arriscar suas fortunas para o bem comum. O fim da primeira guerra Púnica resultou também no nascimento oficial da marinha romana, que no futuro proporcionou a expansão do Império Romano, as guerras de Roma e Cartago foi à inspiração para o falso livro de Daniel que falava da guerra do reino do norte contra o reino do sul, ou seja Roma ao norte contra Cartago no sul, era um livro feito pelos visionários (sacerdotes) romanos depois difundidos por católicos como livro de Daniel uma mistificação da doutrina e escritos romanos para o judaísmo.

                     E estes foram os acordos de paz impostos pelos romanos aos cartagineses
·         Evacuar a Sicília;
·         Libertar seus prisioneiros de guerra sem resgate, mas pagar resgates para que os seus fossem libertados;
·         Não atacar Siracusa e aliados;
·         Transferir para Roma um grupo de pequenas ilhas ao Norte da Sicília;
·         Evacuar todas as pequenas ilhas entre a Sicília e a África;
·         Pagar uma indenização de 2200 talentos em dez prestações anuais, mais uma indenização adicional de 1000 talentos imediatamente.
Outras cláusulas determinavam que os aliados de cada lado não fossem atacados pelos do outro e ambos os lados foram proibidos de levantar tropas dentro do território do outro. Isto impedia Cartago de usar forças mercenárias romanas.
 E assim temos uma guerra pelo comércio e não por deuses como foram às outras guerras até então deixando assim os sacerdotes e religião de lado mudando o ideal de um povo por deuses para o ideal por uma pátria nascia ali o princípio do patriotismo dos povos de até então isto não quer dizer que a humanidade livrava-se para sempre dos vícios religiosos, pois logo depois levantou-se o cristianismo anulando todas as outras forças e conseguiu se estabelecer por mais 2000 anos.

                   Era costumes do romanos a crucificação dos inimigos de guerra e geralmente depois de vencido seus inimigos eram crucificados e ficavam pendurados ali até morrer, além disto, só bandidos que hoje se chama crimes hediondos eram condenados à crucificação, e uma coisa que parece ter contribuído para o cristianismo que ai esta, quando havia um crime que prendia a atenção da massa, havia uma preocupação dos tribunos em desvendar este crime ou tratavam de colocar logo alguém para pagar este crime e aplacar a ira da massa, e este seria crucificado, o que se dizia neste caso, “temos que achar logo alguém pra cristo”, ou seja, para crucificar e acalmar a massa revoltada, e se o criminoso fosse alguém influente no império como filho de um tribuno ou de um senador teriam também que arrumar alguém na calada da noite para cristo, e mesmo que a massa não acreditasse que esta pessoa fosse o culpado teriam pelo menos o benefício da dúvida em seu favor, e também a massa falava que arrumaram alguém pra cristo, quer dizer arrumaram alguém para pagar o crime pelo verdadeiro culpado, isto antes mesmo do cristianismo, pois a palavra cristo vinha de crucificar ou crucificação, e como já falei era um crime de inimigos de guerras e de crimes hediondos ou crime que atraia a atenção do público e precisava de uma resposta imediata.

                        E assim vamos falar mais das religiões propagadas pelos romanos às religiões romanas proliferavam conforme as doutrinas de vários lugares e não havia proibição contra os religiosos, de qualquer religião em Roma, todos eram bem aceitos desde que não tentassem governar os interesses romanos não haveria problema algum, e na época em que as filosofias gregas se propagaram também chegaram a Roma os ideais das filosofias gregas, e Apolônio o grego de Thyana.
            

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