CAPITOLO XXVIII
O ESTOICISMO.
O estoicismo é uma doutrina filosófica que afirma que todo o
universo é corpóreo e governado por um Logos divino, esta era a noção que os
estoicos tomam da filosofia de Heráclito, segundo a doutrina de Heráclito a
alma está identificada com este princípio divino, como parte de um todo ao qual
pertence, como se fossemos parte de um corpo que é o universo, este logos (ser
universal) ordena todas as coisas, e tudo surge a partir dele e de acordo com
ele, graças a ele o mundo é um kosmos ("harmonia") e somos nisto uma
mínima parte de um todo.
O estoicismo ensina
o desenvolvimento do autocontrole e da firmeza como um meio de superar emoções
destrutivas, a filosofia defende que tornar-se um pensador claro e imparcial
permite compreender a razão universal (logos).
Um aspecto fundamental do estoicismo envolve a
melhoria da ética do indivíduo e de seu bem-estar moral.
"A
virtude consiste em um desejo que está de acordo com a Natureza" Este
princípio também se aplica ao contexto das relações interpessoais,
"libertar-se da raiva, da inveja e do ciúme" e aceitar até mesmo os
escravos como "iguais aos outros homens, porque todos os homens são
igualmente produtos da natureza”.
A partir disso surgem duas consequências éticas, devemos viver conforme
a natureza, sendo a natureza essencialmente o logos, essa máxima é a prescrição
para se viver de acordo com a razão.
Sendo a razão aquilo por meio do que o homem torna-se livre e
feliz, o homem sábio não apreende o seu verdadeiro bem nos objetos externos,
mas bem usando estes objetos através de uma sabedoria pela qual não se deixa escravizar
pelas paixões e pelas coisas externas, ou coisas mundanas do dia a dia que não
deixa o homem entregar-se a meditação, ou seja, as paixões insanas são humanas,
e a meditação vem de um deus ou é parte dele e isto é que nos torna sereno e
feliz.
A ética estoica defende uma perspectiva determinista com
relação àqueles que não têm a virtude estoica, Cleanto uma vez opinou que o
homem ímpio é "como um cão amarrado a uma carroça, obrigado a ir para onde
ela vai", já um estoico de virtude, por sua vez, alteraria a sua vontade
para se adequar ao mundo e permanecer, nas palavras de Epicteto, "doente e
ainda feliz, em perigo e ainda assim feliz, morrendo e ainda assim feliz no
exílio e feliz, na desgraça e feliz”, assim afirmando um desejo individual
"completamente autônomo", e ao mesmo tempo, um universo que é
"um todo rigidamente determinista".
O estoicismo se tornou a filosofia mais popular entre as elites educadas do mundo helenístico e do Império Romano, a ponto de, nas palavras de Gilbert Murray, “quase todos os sucessores de Alexandre, declararem-se estoicos, e o próprio imperador romano Adriano declarou-se fiel a esta doutrina declarando ser a única doutrina aceita em todo reino romano”.
Mas
diversas outras doutrinas também entraram em Roma nesta época e às vezes havia
religiões com mais de uma corrente de doutrinas da filosofia grega, e isto
fazia que houvesse debates entre eles dentro das próprias religiões, uma das
doutrinas que se mesclou na doutrina do estoicismo foi à doutrina do hedonismo.
O hedonismo nada mais era que a tendência moral que defende a
maximização do prazer e a minimização do sofrimento na existência humana.
A teoria socrática do bom e do útil, da prudência, etc.,
quando entendida pela índole voluptuosa de Aristipo, leva ao hedonismo, onde
toda a bem-aventurança humana se resolve no prazer.
A ideia básica que está por trás do hedonismo é que todas as ações podem ser medidas em relação ao prazer e a dor que produzem.
Podemos dizer também numa linguagem mais simples, que o hedonismo é a arte de ser, não a de ter.
A ideia básica que está por trás do hedonismo é que todas as ações podem ser medidas em relação ao prazer e a dor que produzem.
Podemos dizer também numa linguagem mais simples, que o hedonismo é a arte de ser, não a de ter.
A arte de ser é a sabedoria ascética do despojamento não se cobrir de
honras, de dinheiro, de riquezas, de poder, de glória e outros falsos valores
ou virtudes, mas preferir à liberdade, à autonomia, à independência, à
escultura de si, é a arte dessa técnica de construção do ser como uma
singularidade livre.
O hedonismo não é a mesma coisa que o consumismo, é
exatamente o oposto ele é o antídoto, o consumismo é o hedonismo liberal e
capitalista que afirma ser a felicidade a posse de bens materiais.
Ou seja, ser feliz não
significa ter, mas encontrar o prazer no que somos na harmonização do universo,
pois somos sós a parte de um todo ou somos um membro de um corpo que é o kosmo,
e buscamos o nosso bem estar neste kosmo e se este kosmo está bem logo estamos
bem com ele, mas se buscamos o consumismo para nós sentirmos feliz logo não
fizemos parte deste corpo ou não estamos em conformidade com este kosmo, logo
não estamos feliz, pois somos uma parte do todo, e os que buscam ter não são
felizes, pois não se sentem parte da harmonia universal, pois um é o ser parte
do todo em harmonia da alma e outra é o buscar ter parte do bem material que é
a busca da matéria, e quem busca a matéria não pode ser feliz, e estas eram as
doutrinas contestadas por Pirro
Pirronismo -
também conhecido como ceticismo pirrônico, foi uma tradição da corrente
filosófica do ceticismo fundada por Enesidemo de Cnossos no século I DC, e
registrada por Sexto Empírico no século III. Toma o seu nome de Pirro de Élis,
um cético que viveu cerca 360 a 270 AC, embora a relação entre a filosofia da
escola e essa figura histórica seja pouco clara, o pirronismo tornou-se
influente há alguns séculos desde o surgimento da moderna visão científica do
mundo, ou seja, desde que o homem começou a ver mais na ciência e menos nos
deuses, todavia sem desafiar sua sim ou não existência.
Os céticos pirrônicos negam assentimento a proposições não
imediatamente evidentes e permanecem num estado de inquirição perpétua. Por
exemplo, os pirrônicos afirmam que uma falta de provas não constitui prova do
oposto, e que essa falta de crença é profundamente diferente de uma descrença
ativa. Ao invés de descrer em Deus, poderes psíquicos etc., baseados na falta
de evidências de tais coisas, pirrônicos reconhecem que não podemos estar
certos de que evidências novas não possam aparecer no futuro, de modo que eles
mantêm-se abertos em sua pesquisa. Também questionam o saber estabelecido, e
veem o dogmatismo como uma doença da mente.
E este
nome dado aos combatentes das loucuras religiosas servia mais como defesas de
sua fé que explicação para seus sentimentos inexplicáveis, então nada melhor
que dar um nome ao que eles chamavam doutrina dos contras, além disto, os
disseminadores de doutrina do cristianismo chamavam de anticristos, levando a
demonização aos oposicionistas de suas doutrinas das quais tinham apenas
conjecturassões de alguns filósofos, sem nem uma prova de coisas algumas que
pudesse levar ao uso da razão de seus fiéis, e em contra ataques aos que se
posicionavam contra suas doutrinas, eram chamados de céticos, infiéis, ateus,
anticristo, e diversos outros nomes foram dados em combate aos que por usar a
razão chamavam os fanáticos a examinar o que realmente estavam buscando, e isto
era só mais uma filosofia humana.
O que fora tolerado e levado a discutições enquanto toda religião estava
somente presa às filosofias, mas com o passar do tempo e quando as religiões
advindas destas filosofias começavam a dar lucros aos interesseiros, os céticos
começaram a causar desconforto aos que lucravam com a fé dos fiéis, então
começaram uma campanha de difamação aos céticos da fé, era preciso tomar-se uma
medida para prender os fiéis em suas religiões não era possível fazer-se uma
religião onde havia desacordo entre os filósofos, era preciso tomar uma atitude
para afastar os céticos da filosofia uma das primeiras medidas fora desmerecer
as ideias opostas a seus interesses, mas isto não causou efeito, pois ainda
continuava os ideais de livre pensamento da filosofia, então se partiu para
demonização dos opostos a filosofia e começavam a demonizar os mesmos.
E
qualquer que pusessem em dúvida sua doutrinas eram ridicularizados e retirados
das escolas filosóficas, e o estoicismo pregado por Zenão foi à doutrina que
tomou conta de Roma sendo reformada por Sêneco, Epicteto e Marco Aurélio o
Imperador Romano e estes foram os que mais deram vasão a filosofia Etoicista
Enquanto Apolônio de Tyana chamava o povo ao uso da razão e o amor dos deuses
conforme a maioria das filosofias helena e criadores da doutrina cristã, e o
único Enviado dos deuses existente nestes anos, reconhecido até pelo imperador
Adriano e era uma era de fanatismo religioso e muitos homens abandonavam tudo
para se dedicar as meditações, e alguns vendiam tudo, para seguir seus
filósofos, e é claro que onde corria o dinheiro logo corria a ganância dos
comerciantes que viam também nesta fé lucros para seus bolsos.
E os
interesseiros pelos lucros logo transformavam seus filósofos em verdadeiros
mitos contando histórias mirabolantes do mesmo, como tê-los visto transformando
água em vinho, ressuscitando mortos, curando enfermos, juntavam seus discursos
em torno de um deus tornando-se assim, síndicos de um céu, dos quais garantiam
que seu deus lhe havia dado todo poder para levar quem lhes obedecessem para
este céu, e até as chaves destes céus garantiam ter, e suas oratórias bem
elaboradas deixavam as massa hipnotizada, e com a doutrina da humildade
arrastaram multidões limpando também os bolsos de algum aristocrata incauto.
E assim a doutrina de Platão vai criando forma e agora se torna lucro
dos mais variados comerciantes, atraindo a atenção de reis, e ela facilmente se
espalha por toda região do mediterrâneo e costa da África como em toda a Europa
até a Bretanha, pois com facilidade comercial o comércio indo e vinda levando
as religiões e filosofia e a doutrina platônica, e fizeram o mais variados
seguimentos religiosos sempre levando consigo um misto de humildade que era
algo com muita facilidade de lucros para seus senhores, pois quanto mais
humilde o homem menos pergunta faz a respeito da razão de cada coisa e os
combatentes dos céticos já tinham mostrado do que eram capazes para não deixar
fugir do controle seus poderes religiosos, e assim aos poucos foi se aceitando
sem contestações a “tal fé”, pois não faltava argumento para que ninguém
fizesse mais o “tal uso da razão” ou “livre pensamento” e assim a religião
cresce em poder econômico e empobrece em filosofia, mas seus filósofos já
haviam emprestado seus nomes e a religião enriquecia com o dinheiro dos
humildes e com estes nomes dos filósofos criavam-se os mais variados mitos, o
que rendia mais dinheiro aos detentores do poder religioso, e pela fé em seus
filósofos os fiéis compravam os mais variados objetos que segundo os detentores
das religiões diziam pertencer aos filósofos da época, e entre os objetos de
comercio estavam, pedaço de pano velho, e até calçados velhos que segundo eles
foram usados pelos filosofo do deus de amor, e uma infindável forma de
relíquias eram vendidos pelos comerciantes da fé.
E enquanto as religiões proliferavam aproximadamente dos anos 380 AC,
aos anos 310 DC, elas se espalharam por todas as regiões do Mediterrâneo, e
Europa, a costa da África, chegando até o Egito, mas por outro lado os poderes
também se digladiavam por poderes e domínios comerciais e as guerras de Roma
começa nos anos 350 AC até os anos 309 DC, caminhando lado a lado guerras e
religiões e as religiões seguiram até ali sem muito controle do estado, começou
em meditação e nestes tempos já era puro comercio, mas o estado mais preocupado
ao longo dos séculos com guerras por causa do comercio não percebendo muito bem
o valor comercial das religiões, até a chegada de Constantino que já via nesta
época na religião uma fonte de lucros, para o estado combalido pelas guerras, e
agora pensando em custear o estado pela religião Constantino toma Roma, com uma
história cercada de mitos, pela próxima religião cristã que ai viria, e assim a
doutrina ia se espalhando e em torno dela todo tipo de comerciantes roubando os
dinheiros dos fiéis na fé, as escolas filosóficas saíram, tirando os deuses dos
templos e levaram a alunos, que conforme aprendiam, iam espalhando aos povos de
todo mundo conhecido de então, enriquecendo os espertalhões da fé que
exploravam tanto a fé dos que seguiam, como dos filósofos que morreram
disseminando suas doutrinas.
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