sábado, 24 de dezembro de 2016





                          CAPITOLO XXVIII

                         O ESTOICISMO.

 O estoicismo é uma doutrina filosófica que afirma que todo o universo é corpóreo e governado por um Logos divino, esta era a noção que os estoicos tomam da filosofia de Heráclito, segundo a doutrina de Heráclito a alma está identificada com este princípio divino, como parte de um todo ao qual pertence, como se fossemos parte de um corpo que é o universo, este logos (ser universal) ordena todas as coisas, e tudo surge a partir dele e de acordo com ele, graças a ele o mundo é um kosmos ("harmonia") e somos nisto uma mínima parte de um todo. 

                            O estoicismo ensina o desenvolvimento do autocontrole e da firmeza como um meio de superar emoções destrutivas, a filosofia defende que tornar-se um pensador claro e imparcial permite compreender a razão universal (logos).
Um aspecto fundamental do estoicismo envolve a melhoria da ética do indivíduo e de seu bem-estar moral.
 "A virtude consiste em um desejo que está de acordo com a Natureza" Este princípio também se aplica ao contexto das relações interpessoais, "libertar-se da raiva, da inveja e do ciúme" e aceitar até mesmo os escravos como "iguais aos outros homens, porque todos os homens são igualmente produtos da natureza”.

                           A partir disso surgem duas consequências éticas, devemos viver conforme a natureza, sendo a natureza essencialmente o logos, essa máxima é a prescrição para se viver de acordo com a razão. 
Sendo a razão aquilo por meio do que o homem torna-se livre e feliz, o homem sábio não apreende o seu verdadeiro bem nos objetos externos, mas bem usando estes objetos através de uma sabedoria pela qual não se deixa escravizar pelas paixões e pelas coisas externas, ou coisas mundanas do dia a dia que não deixa o homem entregar-se a meditação, ou seja, as paixões insanas são humanas, e a meditação vem de um deus ou é parte dele e isto é que nos torna sereno e feliz. 

            A ética estoica defende uma perspectiva determinista com relação àqueles que não têm a virtude estoica, Cleanto uma vez opinou que o homem ímpio é "como um cão amarrado a uma carroça, obrigado a ir para onde ela vai", já um estoico de virtude, por sua vez, alteraria a sua vontade para se adequar ao mundo e permanecer, nas palavras de Epicteto, "doente e ainda feliz, em perigo e ainda assim feliz, morrendo e ainda assim feliz no exílio e feliz, na desgraça e feliz”, assim afirmando um desejo individual "completamente autônomo", e ao mesmo tempo, um universo que é "um todo rigidamente determinista". 

                   O estoicismo se tornou a filosofia mais popular entre as elites educadas do mundo helenístico e do Império Romano, a ponto de, nas palavras de Gilbert Murray, “quase todos os sucessores de Alexandre, declararem-se estoicos, e o próprio imperador romano Adriano declarou-se fiel a esta doutrina declarando ser a única doutrina aceita em todo reino romano”.

                   Mas diversas outras doutrinas também entraram em Roma nesta época e às vezes havia religiões com mais de uma corrente de doutrinas da filosofia grega, e isto fazia que houvesse debates entre eles dentro das próprias religiões, uma das doutrinas que se mesclou na doutrina do estoicismo foi à doutrina do hedonismo.
O hedonismo nada mais era que a tendência moral que defende a maximização do prazer e a minimização do sofrimento na existência humana. 
A teoria socrática do bom e do útil, da prudência, etc., quando entendida pela índole voluptuosa de Aristipo, leva ao hedonismo, onde toda a bem-aventurança humana se resolve no prazer. 
A ideia básica que está por trás do hedonismo é que todas as ações podem ser medidas em relação ao prazer e a dor que produzem. 
Podemos dizer também numa linguagem mais simples, que o hedonismo é a arte de ser, não a de ter. 

                               A arte de ser é a sabedoria ascética do despojamento não se cobrir de honras, de dinheiro, de riquezas, de poder, de glória e outros falsos valores ou virtudes, mas preferir à liberdade, à autonomia, à independência, à escultura de si, é a arte dessa técnica de construção do ser como uma singularidade livre.
O hedonismo não é a mesma coisa que o consumismo, é exatamente o oposto ele é o antídoto, o consumismo é o hedonismo liberal e capitalista que afirma ser a felicidade a posse de bens materiais. 

                     Ou seja, ser feliz não significa ter, mas encontrar o prazer no que somos na harmonização do universo, pois somos sós a parte de um todo ou somos um membro de um corpo que é o kosmo, e buscamos o nosso bem estar neste kosmo e se este kosmo está bem logo estamos bem com ele, mas se buscamos o consumismo para nós sentirmos feliz logo não fizemos parte deste corpo ou não estamos em conformidade com este kosmo, logo não estamos feliz, pois somos uma parte do todo, e os que buscam ter não são felizes, pois não se sentem parte da harmonia universal, pois um é o ser parte do todo em harmonia da alma e outra é o buscar ter parte do bem material que é a busca da matéria, e quem busca a matéria não pode ser feliz, e estas eram as doutrinas contestadas por Pirro

                 Pirronismo - também conhecido como ceticismo pirrônico, foi uma tradição da corrente filosófica do ceticismo fundada por Enesidemo de Cnossos no século I DC, e registrada por Sexto Empírico no século III. Toma o seu nome de Pirro de Élis, um cético que viveu cerca 360 a 270 AC, embora a relação entre a filosofia da escola e essa figura histórica seja pouco clara, o pirronismo tornou-se influente há alguns séculos desde o surgimento da moderna visão científica do mundo, ou seja, desde que o homem começou a ver mais na ciência e menos nos deuses, todavia sem desafiar sua sim ou não existência. 
Os céticos pirrônicos negam assentimento a proposições não imediatamente evidentes e permanecem num estado de inquirição perpétua. Por exemplo, os pirrônicos afirmam que uma falta de provas não constitui prova do oposto, e que essa falta de crença é profundamente diferente de uma descrença ativa. Ao invés de descrer em Deus, poderes psíquicos etc., baseados na falta de evidências de tais coisas, pirrônicos reconhecem que não podemos estar certos de que evidências novas não possam aparecer no futuro, de modo que eles mantêm-se abertos em sua pesquisa. Também questionam o saber estabelecido, e veem o dogmatismo como uma doença da mente.

              E este nome dado aos combatentes das loucuras religiosas servia mais como defesas de sua fé que explicação para seus sentimentos inexplicáveis, então nada melhor que dar um nome ao que eles chamavam doutrina dos contras, além disto, os disseminadores de doutrina do cristianismo chamavam de anticristos, levando a demonização aos oposicionistas de suas doutrinas das quais tinham apenas conjecturassões de alguns filósofos, sem nem uma prova de coisas algumas que pudesse levar ao uso da razão de seus fiéis, e em contra ataques aos que se posicionavam contra suas doutrinas, eram chamados de céticos, infiéis, ateus, anticristo, e diversos outros nomes foram dados em combate aos que por usar a razão chamavam os fanáticos a examinar o que realmente estavam buscando, e isto era só mais uma filosofia humana.

                       O que fora tolerado e levado a discutições enquanto toda religião estava somente presa às filosofias, mas com o passar do tempo e quando as religiões advindas destas filosofias começavam a dar lucros aos interesseiros, os céticos começaram a causar desconforto aos que lucravam com a fé dos fiéis, então começaram uma campanha de difamação aos céticos da fé, era preciso tomar-se uma medida para prender os fiéis em suas religiões não era possível fazer-se uma religião onde havia desacordo entre os filósofos, era preciso tomar uma atitude para afastar os céticos da filosofia uma das primeiras medidas fora desmerecer as ideias opostas a seus interesses, mas isto não causou efeito, pois ainda continuava os ideais de livre pensamento da filosofia, então se partiu para demonização dos opostos a filosofia e começavam a demonizar os mesmos.
                    E qualquer que pusessem em dúvida sua doutrinas eram ridicularizados e retirados das escolas filosóficas, e o estoicismo pregado por Zenão foi à doutrina que tomou conta de Roma sendo reformada por Sêneco, Epicteto e Marco Aurélio o Imperador Romano e estes foram os que mais deram vasão a filosofia Etoicista Enquanto Apolônio de Tyana chamava o povo ao uso da razão e o amor dos deuses conforme a maioria das filosofias helena e criadores da doutrina cristã, e o único Enviado dos deuses existente nestes anos, reconhecido até pelo imperador Adriano e era uma era de fanatismo religioso e muitos homens abandonavam tudo para se dedicar as meditações, e alguns vendiam tudo, para seguir seus filósofos, e é claro que onde corria o dinheiro logo corria a ganância dos comerciantes que viam também nesta fé lucros para seus bolsos.
                  E os interesseiros pelos lucros logo transformavam seus filósofos em verdadeiros mitos contando histórias mirabolantes do mesmo, como tê-los visto transformando água em vinho, ressuscitando mortos, curando enfermos, juntavam seus discursos em torno de um deus tornando-se assim, síndicos de um céu, dos quais garantiam que seu deus lhe havia dado todo poder para levar quem lhes obedecessem para este céu, e até as chaves destes céus garantiam ter, e suas oratórias bem elaboradas deixavam as massa hipnotizada, e com a doutrina da humildade arrastaram multidões limpando também os bolsos de algum aristocrata incauto.

                             E assim a doutrina de Platão vai criando forma e agora se torna lucro dos mais variados comerciantes, atraindo a atenção de reis, e ela facilmente se espalha por toda região do mediterrâneo e costa da África como em toda a Europa até a Bretanha, pois com facilidade comercial o comércio indo e vinda levando as religiões e filosofia e a doutrina platônica, e fizeram o mais variados seguimentos religiosos sempre levando consigo um misto de humildade que era algo com muita facilidade de lucros para seus senhores, pois quanto mais humilde o homem menos pergunta faz a respeito da razão de cada coisa e os combatentes dos céticos já tinham mostrado do que eram capazes para não deixar fugir do controle seus poderes religiosos, e assim aos poucos foi se aceitando sem contestações a “tal fé”, pois não faltava argumento para que ninguém fizesse mais o “tal uso da razão” ou “livre pensamento” e assim a religião cresce em poder econômico e empobrece em filosofia, mas seus filósofos já haviam emprestado seus nomes e a religião enriquecia com o dinheiro dos humildes e com estes nomes dos filósofos criavam-se os mais variados mitos, o que rendia mais dinheiro aos detentores do poder religioso, e pela fé em seus filósofos os fiéis compravam os mais variados objetos que segundo os detentores das religiões diziam pertencer aos filósofos da época, e entre os objetos de comercio estavam, pedaço de pano velho, e até calçados velhos que segundo eles foram usados pelos filosofo do deus de amor, e uma infindável forma de relíquias eram vendidos pelos comerciantes da fé.

                           E enquanto as religiões proliferavam aproximadamente dos anos 380 AC, aos anos 310 DC, elas se espalharam por todas as regiões do Mediterrâneo, e Europa, a costa da África, chegando até o Egito, mas por outro lado os poderes também se digladiavam por poderes e domínios comerciais e as guerras de Roma começa nos anos 350 AC até os anos 309 DC, caminhando lado a lado guerras e religiões e as religiões seguiram até ali sem muito controle do estado, começou em meditação e nestes tempos já era puro comercio, mas o estado mais preocupado ao longo dos séculos com guerras por causa do comercio não percebendo muito bem o valor comercial das religiões, até a chegada de Constantino que já via nesta época na religião uma fonte de lucros, para o estado combalido pelas guerras, e agora pensando em custear o estado pela religião Constantino toma Roma, com uma história cercada de mitos, pela próxima religião cristã que ai viria, e assim a doutrina ia se espalhando e em torno dela todo tipo de comerciantes roubando os dinheiros dos fiéis na fé, as escolas filosóficas saíram, tirando os deuses dos templos e levaram a alunos, que conforme aprendiam, iam espalhando aos povos de todo mundo conhecido de então, enriquecendo os espertalhões da fé que exploravam tanto a fé dos que seguiam, como dos filósofos que morreram disseminando suas doutrinas.


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