CAPITOLO XXII
RELIGIÃO E
CIVILIZAÇÃO ROMANA
Roma também é uma civilização cercada de lenda e de mito,
entre ela o mito de Rômulo e Remo, segundo
a lenda, Roma teria sido fundada em 753 AC por Rômulo e Remo, que foram criados
por uma loba e estes dois irmãos gêmeos eram filhos do deus Marte e da
mortal Réa Silvia, como vê, todos os povos tem sua lenda de deuses com mortais
e segundo esta lenda estes irmãos gêmeos foram abandonados ao nascer, e foram
adotados por uma loba que os amamentou, até que foram achados por um pastor que
lhes deu o nome de Rômulo e Remo, e eles construíram a cidade de Roma, mas um
dia em uma discussão Rômulo matou Remo, e deu a cidade o nome de Roma em
homenagem a seu irmão.
A civilização romana
foi uma das mais importantes de toda a Idade Antiga, uma vez que influenciou
definitivamente o mundo ocidental, esta cidade surgiu na Península Itálica,
entre os mares Tirreno e Adriático e os principais povoadores da região foram
os italiotas, povos vindos da Europa Central, os etruscos, povos que se tem
pouca informação, e gregos, os quais formaram a Magna Grécia. Sua história é
dividida em Monarquia, República e Império.
Monarquia (753 a 509 AC)
Nos primeiros cem anos da Monarquia, Roma era apenas uma pequena
aldeia e com a conquista dos etruscos, ocorreu uma rápida modernização da
cidade, neste período a sociedade romana era dividida em:
- Patrícios: grandes proprietários de terras, privilegiados e
detentores de direito político.
- Plebeus: pequenos proprietários e comerciantes; eram livres,
mas não participavam da vida política.
- Clientes: prestavam serviços aos patrícios e em troca recebiam
proteção e benefícios de cunho econômico.
(Muitas vezes vejo o pessoal da OAB falar em meu cliente e penso
que nem sabe o que é a palavra cliente! Ou pior sabem muito bem o que dizem).
- Escravos: prisioneiros de guerra sem direito algum.
Durante a Monarquia, Roma foi governada por um rei, chefe
militar e religioso supremo com cargo vitalício, por um Senado, reunião dos
chefes das famílias patrícias que elaboravam as leis e limitavam as ações do
rei, e por uma Assembleia Curiata, (a cúria) formada por todos os patrícios
adultos que discutiam e votavam as leis elaboradas pelo Senado.
Quando
olhamos para a extensão do Império Romano em um mapa, mal chegamos a imaginar
que esta civilização se originou de um pequeno povoado da Península Itálica.
Encravada na porção central deste território, a cidade de Roma nasceu por meio
dos esforços dos povos latinos e sabinos que, por volta de 1000 AC, teriam erguido
uma fortificação que impediria a incursão dos etruscos, este povo feito de
agricultores e pastores começou a povoar este lugar e assim criaram esta
civilização, é claro que um povo sem ter outra cultura por perto a não ser as
suas próprias logo se enche de lenda e seus deuses para adorarem.
No princípio, Roma fora governada por sete reis que tinham
poder absoluto entre os romanos e isto desagradava os colonos abastado de então
que já tinham um senado que era formado por chefes de família, que era uma
forma de conselho de cidadãos romano.
Por volta de
575 AC, os reis etruscos dominaram Roma e influenciaram decisivamente o início
da civilização romana. Ditaram leis prudentes em favor do artesanato e do
comércio, como se vê Roma também fora uma cidade influenciada pelo comércio
como todo o mundo a sua volta neste tempo das civilizações de então, e fora no
comércio que Roma se desenvolvera rapidamente, pois muitos povos se
encaminharam para Roma por ela estar em uma posição privilegiada no mar
mediterrâneo e Roma adquiriu grande importância.
E assim Roma cresce em desenvolvimento e uma força militar e
alguns reis tentaram domina-la por cobiça, mas seu senado reage a isto e acabou expulsando estes reis e fazendo por fim uma
república, dividindo a república em três poderes básicos, o Senado, os
Magistrados, e as Assembleias trazendo a conhecida sigla SPQR (SENATUS
POPULUSQUE ROMANUS) Senado e povo romano.
O estado romano dependia muito de um
forte exército, pois por ser uma península era muito cobiçada pelos que
trafegavam o mar mediterrâneo, então Roma criou o exército legionário colocando
na mão de um general que na cidade era despido de qualquer poder seu exército
só operava fora de Roma precaução do senado que já tinham o exemplo de reino
que não dera certo, e isto durou até Júlio Cesar, que por fim tomou a república
romana fazendo um império.
Roma também como
todos os povos tinha sua religião que era já uma mistura dos deuses etruscos
com os deuses Latinos e Sabino e também deuses gregos como o deus Zeus que
passou a ser o deus Júpiter e Marte deus da guerra que era uma imitação do deus
Ares da guerra grega, mais como todos os povos comerciais pouco se importava
com seus deuses fervilhando por ali toda espécie de deuses, mas seus deuses
principais embora fossem aderidos dos deuses gregos levavam nomes romanos e
assim o deus Zeus mudou seu nome para Júpiter e Ares deus da guerra chamou-se
na religião romana Marte, um planeta errante de cor vermelha que atraia os
astrônomos da época, por sua caminhada errante no céu, e passaram a chamar-lhe
de deus marte da guerra.
Mas na verdade
as religiões romanas eram totalmente helênicas, e seguiam quase sempre os
costumes helênicos suas mudanças de costumes logo eram imitadas, pelos romanos
que não eram dados a muita fé em seus deuses e Roma fervilhava deuses e
costumes entre seus povos vindo da região da Grécia e do próprio Egito.
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Deuses correspondentes em Roma
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Júpiter
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Hera
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Juno
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Netuno
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Atena
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Minerva
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Ares
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Marte
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Artêmis
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Diana
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Hermes
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Mercúrio
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Dionísio
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As religiões romanas primitivas modificaram-se não só pela
incorporação das novas crenças em épocas posteriores, como também pela
assimilação de grande parte da mitologia grega.
O ritual romano diferencia claramente dois tipos de deuses, os de indigetes e os de novensides. Os novensides eram os deuses sem influências. Os indigetes eram os deuses nacionais protetores do Estado e os títulos dos primeiros sacerdotes. As festividades fixas do calendário indicavam seus nomes e natureza; trinta desses deuses eram venerados em festivais especiais.
O ritual romano diferencia claramente dois tipos de deuses, os de indigetes e os de novensides. Os novensides eram os deuses sem influências. Os indigetes eram os deuses nacionais protetores do Estado e os títulos dos primeiros sacerdotes. As festividades fixas do calendário indicavam seus nomes e natureza; trinta desses deuses eram venerados em festivais especiais.
Os novensides
foram divindades posteriores, cujos cultos foram introduzidos no período
histórico. As primeiras divindades romanas incluíam, além dos de indigetes, uma
série de deuses, cada um dos quais protegia uma atividade humana e tinha seu
nome invocado quando tal atividade era exercida. Assim, por exemplo, Jano e
Vesta guardavam respectivamente a porta e o lar; os Lares protegiam o campo e a
casa; Pales, os rebanhos; Saturno, a semeadura; Ceres, o crescimento dos
cereais; Pomona, os frutos; e Consus e Ops, as colheitas e até o majestoso
Júpiter, o soberano dos deuses, era venerado pela ajuda que suas chuvas podiam
representar para as granjas e os vinhedos no seu aspecto mais abrangente, era
considerado, pelo poder do seu raio, encarregado de reger a atividade humana e,
pela amplitude do seu domínio, o protetor dos romanos nas suas atividades
militares nas fronteiras da sua própria comunidade.
E isto foi transportado para igreja católica primitiva. Ex:
São Cristovam protetor do motorista, e assim por diante. Santa Barbara
protetora dos raios e assim se segue.
Nos primeiros tempos, sobressaíam-se os deuses Marte e Quirino, frequentemente
identificados entre si. Marte era o deus dos jovens e de suas atividades, em
especial a guerra, e Quirino era o padroeiro da comunidade armada nos tempos de
paz, mas ao contrário do que ocorreu na mitologia grega, os romanos não
consideravam que os deuses agissem como os mortais e, portanto, não deixaram
relatos das suas atividades, e isto era início de um povo que já estava mais
envolvido com seus comércios que com seus deuses.
E isto foi transportado também para doutrina de Constantino
pois pouco se sabe da vida dos deuses cristão de então.
Esta
era as conformidades dos deuses romanos com os deuses gregos, mas vamos falar
aqui dos povos que se encontravam nesta península itálica e a expansão romana
sobre este povo, o que foi lhe dando conquista enquanto seus exércitos ficavam
experientes na arte da guerra, pois durante anos, os povos que viviam, nos montes Apeninos haviam lutado para expandir-se até as
terras baixas da Campanha e da costa do mar Tirreno, mas tanto os etruscos como os latinos haviam impedido estas invasões, e
campanha dos samnitas que eram uma destas rudes tribos apeninas (segundo os
escritores romanos) que haviam se expandido até a costa da Campanha, onde tiveram contato com a mais
avançada civilização grega,
e que se supunha sua saída natural para o mar para dominar, assim os mercados
do mar Tirreno. Por sua vez, os brutios e os lucanos pressionavam as colônias gregas da
Magna
Grécia, sendo Tarento (atual Taranto) a principal delas estas cidades gregas
eram na península itálica.
A
Primeira Guerra Samnita foi breve, entre 343 e 341 AC após derrotarem os
auruncos, os romanos visavam conquistar também a Campanha, consolidando a
fronteira oriental que, mediante o Rio Líris, colocaria suas fronteiras em
contato a Romanacom o Sâmnio estendendo assim seu reino em direção ao mar
Tirreno. Os samnitas, por sua vez, começaram a pressionar os sidicinos da
cidade de Cales, obrigando-os a buscarem a ajuda de Cápua.
Contudo, Cápua também fora derrotada pelo exércitos samnitas obrigando-os a
buscar então a ajuda de Roma.
Desta
forma, Roma teve a desculpa necessária para atacar seus antigos aliados, devido
ao crescente interesse em expandir suas redes comerciais fora do Lácio e
monopolizar os centros comerciais, visando diminuir sua dependência da
agricultura. Os romanos, comandados por Marco
Valério Corvo, obtiveram algumas vitórias em Campanha e no próprio
Sâmnio.
Contudo, a guerra não foi bem vista em alguns setores da sociedade romana
que não concordavam em quebrar alianças com seus antigos aliados, houve
inclusive rebeliões em algumas guarnições romanas em Campanha, que foram
reprimidas por Valério Corvo.
A guerra
terminaria, anos mais tarde, com um compromisso de paz no qual os samnitas
reconheceram a adesão de Cápua Roma e dos interesses romanos na Campanha. Os
romanos, por sua vez, entregaram os territórios sidicinos ao domínio samnita.
Imediatamente, os aliados latinos de Roma se rebelaram contra esta, já que
foram obrigados a lutar contra os samnitas sem serem consultados e se sentiram
oprimidos pelo controle que Roma exercia sobre eles, razão pela qual ocorreu a,
Segunda Guerra Latina.
A Segunda Guerra Latina, a mais longa de todas, ocorreu entre 326 e 304 AC após a Segunda Guerra Latina, na qual os samnitas apoiaram Roma. Os samnitas interpretaram como casus belli tanto o apoio que Roma brindou a Nápoles, ameaçada pelos samnitas, como a fortificação de Frégelas (328AC), situada na margem oposta do Rio Liris, que, até o momento, havia sido a fronteira entre ambos os povos.
É possível
distinguir duas fases do enfrentamento. Na primeira fase (327-321 AC), os
romanos trataram de cercar o território samnita. Contudo, em 321 AC, os
samnitas cercaram o exército romano nas Forças Caulinas, permitindo sua
retirada em condições humilhantes. Em 316 AC, Roma reiniciou os combates, mas
foi novamente derrotada na Batalha de Lântulas (315 AC). Sua estratégia
seguinte foi à construção da Via Apia, que a comunicava com Cápua, fundando
colônias ao longo de seu percurso, fazendo assim o encerramento dos samnitas
dentro de seu território.
Em 310
AC, os romanos venceram os etruscos (aliados samnitas desde 311 AC) na Batalha
do Lago Valdimon, às margens do Rio Tibre e depois de avançar contra a cidade
de Apúlia, os romanos tomaram Boviano, a capital samnita e no fim da segunda
guerra, em 304 AC, Roma invade e domina a cidade de Campanha.
A Terceira e última Guerra
Samnita ocorreu entre 298 e 290 AC. Os samnitas organizaram
uma coalizão contra Roma com os etruscos, sabinos, lucanos, umbros e celtas do
norte da península Itálica. Roma obteve vitórias fazendo frente a todos eles e
reocupou Boviano em 298 AC as tropas samnitas fugiram para o norte atrás de
etruscos e celtas e, em 295 AC, a aliança lutou contra os romanos na Batalha de
Sentino, na qual foram derrotados, e assim terminou a batalha contra o povo
samnita após firmar a paz com os etruscos, Roma fundou a colônia de Venúsia (atual
Venosa), na Basilicata, para conter os samnitas, que finalmente se renderam em
290 AC desde então, os samnitas foram obrigados a ceder tropas auxiliares para
Roma, sendo paulatinamente assimilados pela cultura romana e foram estas
batalhas ainda dentro da península itálica que preparou este povo para as mais
sangrentas batalhas que o mundo iria ver, pois estes povos acabaram acostumando
com a arte da guerra e políticas de acordos para ludibriar os povos em seu
favor nas mais sangrentas guerras por eles disseminadas!
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