terça-feira, 27 de dezembro de 2016





                                 CAPITOLO XXII

          RELIGIÃO E CIVILIZAÇÃO ROMANA
Roma também é uma civilização cercada de lenda e de mito, entre ela o mito de Rômulo e Remo, segundo a lenda, Roma teria sido fundada em 753 AC por Rômulo e Remo, que foram criados por uma loba e estes dois irmãos gêmeos eram filhos do deus Marte e da mortal Réa Silvia, como vê, todos os povos tem sua lenda de deuses com mortais e segundo esta lenda estes irmãos gêmeos foram abandonados ao nascer, e foram adotados por uma loba que os amamentou, até que foram achados por um pastor que lhes deu o nome de Rômulo e Remo, e eles construíram a cidade de Roma, mas um dia em uma discussão Rômulo matou Remo, e deu a cidade o nome de Roma em homenagem a seu irmão.

                        A civilização romana foi uma das mais importantes de toda a Idade Antiga, uma vez que influenciou definitivamente o mundo ocidental, esta cidade surgiu na Península Itálica, entre os mares Tirreno e Adriático e os principais povoadores da região foram os italiotas, povos vindos da Europa Central, os etruscos, povos que se tem pouca informação, e gregos, os quais formaram a Magna Grécia. Sua história é dividida em Monarquia, República e Império. 

Monarquia
(753 a 509 AC) 
Nos primeiros cem anos da Monarquia, Roma era apenas uma pequena aldeia e com a conquista dos etruscos, ocorreu uma rápida modernização da cidade, neste período a sociedade romana era dividida em:
- Patrícios: grandes proprietários de terras, privilegiados e detentores de direito político.
- Plebeus: pequenos proprietários e comerciantes; eram livres, mas não participavam da vida política.
- Clientes: prestavam serviços aos patrícios e em troca recebiam proteção e benefícios de cunho econômico. 
(Muitas vezes vejo o pessoal da OAB falar em meu cliente e penso que nem sabe o que é a palavra cliente! Ou pior sabem muito bem o que dizem).
- Escravos: prisioneiros de guerra sem direito algum.
Durante a Monarquia, Roma foi governada por um rei, chefe militar e religioso supremo com cargo vitalício, por um Senado, reunião dos chefes das famílias patrícias que elaboravam as leis e limitavam as ações do rei, e por uma Assembleia Curiata, (a cúria) formada por todos os patrícios adultos que discutiam e votavam as leis elaboradas pelo Senado.

                       Quando olhamos para a extensão do Império Romano em um mapa, mal chegamos a imaginar que esta civilização se originou de um pequeno povoado da Península Itálica. Encravada na porção central deste território, a cidade de Roma nasceu por meio dos esforços dos povos latinos e sabinos que, por volta de 1000 AC, teriam erguido uma fortificação que impediria a incursão dos etruscos, este povo feito de agricultores e pastores começou a povoar este lugar e assim criaram esta civilização, é claro que um povo sem ter outra cultura por perto a não ser as suas próprias logo se enche de lenda e seus deuses para adorarem. 
No princípio, Roma fora governada por sete reis que tinham poder absoluto entre os romanos e isto desagradava os colonos abastado de então que já tinham um senado que era formado por chefes de família, que era uma forma de conselho de cidadãos romano.        

           Por volta de 575 AC, os reis etruscos dominaram Roma e influenciaram decisivamente o início da civilização romana. Ditaram leis prudentes em favor do artesanato e do comércio, como se vê Roma também fora uma cidade influenciada pelo comércio como todo o mundo a sua volta neste tempo das civilizações de então, e fora no comércio que Roma se desenvolvera rapidamente, pois muitos povos se encaminharam para Roma por ela estar em uma posição privilegiada no mar mediterrâneo e Roma adquiriu grande importância. 
E assim Roma cresce em desenvolvimento e uma força militar e alguns reis tentaram domina-la por cobiça, mas seu senado reage a isto e acabou expulsando estes reis e fazendo por fim uma república, dividindo a república em três poderes básicos, o Senado, os Magistrados, e as Assembleias trazendo a conhecida sigla SPQR (SENATUS POPULUSQUE ROMANUS) Senado e povo romano.

                         O estado romano dependia muito de um forte exército, pois por ser uma península era muito cobiçada pelos que trafegavam o mar mediterrâneo, então Roma criou o exército legionário colocando na mão de um general que na cidade era despido de qualquer poder seu exército só operava fora de Roma precaução do senado que já tinham o exemplo de reino que não dera certo, e isto durou até Júlio Cesar, que por fim tomou a república romana fazendo um império.
Roma também como todos os povos tinha sua religião que era já uma mistura dos deuses etruscos com os deuses Latinos e Sabino e também deuses gregos como o deus Zeus que passou a ser o deus Júpiter e Marte deus da guerra que era uma imitação do deus Ares da guerra grega, mais como todos os povos comerciais pouco se importava com seus deuses fervilhando por ali toda espécie de deuses, mas seus deuses principais embora fossem aderidos dos deuses gregos levavam nomes romanos e assim o deus Zeus mudou seu nome para Júpiter e Ares deus da guerra chamou-se na religião romana Marte, um planeta errante de cor vermelha que atraia os astrônomos da época, por sua caminhada errante no céu, e passaram a chamar-lhe de deus marte da guerra.

                                Mas na verdade as religiões romanas eram totalmente helênicas, e seguiam quase sempre os costumes helênicos suas mudanças de costumes logo eram imitadas, pelos romanos que não eram dados a muita fé em seus deuses e Roma fervilhava deuses e costumes entre seus povos vindo da região da Grécia e do próprio Egito.




 Deuses correspondentes em Roma
 Zeus
Júpiter
Hera
Juno
Netuno
Atena
Minerva
Ares
Marte
Artêmis
Diana
Hermes
Mercúrio
Dionísio





























As religiões romanas primitivas modificaram-se não só pela incorporação das novas crenças em épocas posteriores, como também pela assimilação de grande parte da mitologia grega.
O ritual romano diferencia claramente dois tipos de deuses, os de indigetes e os de novensides. Os novensides eram os deuses sem influências.     Os indigetes eram os deuses nacionais protetores do Estado e os títulos dos primeiros sacerdotes. As festividades fixas do calendário indicavam seus nomes e natureza; trinta desses deuses eram venerados em festivais especiais.

          Os novensides foram divindades posteriores, cujos cultos foram introduzidos no período histórico. As primeiras divindades romanas incluíam, além dos de indigetes, uma série de deuses, cada um dos quais protegia uma atividade humana e tinha seu nome invocado quando tal atividade era exercida. Assim, por exemplo, Jano e Vesta guardavam respectivamente a porta e o lar; os Lares protegiam o campo e a casa; Pales, os rebanhos; Saturno, a semeadura; Ceres, o crescimento dos cereais; Pomona, os frutos; e Consus e Ops, as colheitas e até o majestoso Júpiter, o soberano dos deuses, era venerado pela ajuda que suas chuvas podiam representar para as granjas e os vinhedos no seu aspecto mais abrangente, era considerado, pelo poder do seu raio, encarregado de reger a atividade humana e, pela amplitude do seu domínio, o protetor dos romanos nas suas atividades militares nas fronteiras da sua própria comunidade.
E isto foi transportado para igreja católica primitiva. Ex: São Cristovam protetor do motorista, e assim por diante. Santa Barbara protetora dos raios e assim se segue.

                        Nos primeiros tempos, sobressaíam-se os deuses Marte e Quirino, frequentemente identificados entre si. Marte era o deus dos jovens e de suas atividades, em especial a guerra, e Quirino era o padroeiro da comunidade armada nos tempos de paz, mas ao contrário do que ocorreu na mitologia grega, os romanos não consideravam que os deuses agissem como os mortais e, portanto, não deixaram relatos das suas atividades, e isto era início de um povo que já estava mais envolvido com seus comércios que com seus deuses.
E isto foi transportado também para doutrina de Constantino pois pouco se sabe da vida dos deuses cristão de então.

                     Esta era as conformidades dos deuses romanos com os deuses gregos, mas vamos falar aqui dos povos que se encontravam nesta península itálica e a expansão romana sobre este povo, o que foi lhe dando conquista enquanto seus exércitos ficavam experientes na arte da guerra, pois durante anos, os povos que viviam, nos montes Apeninos haviam lutado para expandir-se até as terras baixas da Campanha e da costa do mar Tirreno, mas tanto os etruscos como os latinos haviam impedido estas invasões, e campanha dos samnitas que eram uma destas rudes tribos apeninas (segundo os escritores romanos) que haviam se expandido até a costa da Campanha, onde tiveram contato com a mais avançada civilização grega, e que se supunha sua saída natural para o mar para dominar, assim os mercados do mar Tirreno. Por sua vez, os brutios e os lucanos pressionavam as colônias gregas da 
Magna Grécia, sendo Tarento (atual Taranto) a principal delas estas cidades gregas eram na península itálica.

                       A Primeira Guerra Samnita foi breve, entre 343 e 341 AC após derrotarem os auruncos, os romanos visavam conquistar também a Campanha, consolidando a fronteira oriental que, mediante o Rio Líris, colocaria suas fronteiras em contato a Romanacom o Sâmnio estendendo assim seu reino em direção ao mar Tirreno. Os samnitas, por sua vez, começaram a pressionar os sidicinos da cidade de Cales, obrigando-os a buscarem a ajuda de Cápua.             

                        Contudo, Cápua também fora derrotada pelo exércitos samnitas obrigando-os a buscar então a ajuda de Roma. 
Desta forma, Roma teve a desculpa necessária para atacar seus antigos aliados, devido ao crescente interesse em expandir suas redes comerciais fora do Lácio e monopolizar os centros comerciais, visando diminuir sua dependência da agricultura.        Os romanos, comandados por Marco Valério Corvo, obtiveram algumas vitórias em Campanha e no próprio Sâmnio. 

                         Contudo, a guerra não foi bem vista em alguns setores da sociedade romana que não concordavam em quebrar alianças com seus antigos aliados, houve inclusive rebeliões em algumas guarnições romanas em Campanha, que foram reprimidas por Valério Corvo.
A guerra terminaria, anos mais tarde, com um compromisso de paz no qual os samnitas reconheceram a adesão de Cápua Roma e dos interesses romanos na Campanha. Os romanos, por sua vez, entregaram os territórios sidicinos ao domínio samnita. Imediatamente, os aliados latinos de Roma se rebelaram contra esta, já que foram obrigados a lutar contra os samnitas sem serem consultados e se sentiram oprimidos pelo controle que Roma exercia sobre eles, razão pela qual ocorreu a, Segunda Guerra Latina.


                               A Segunda Guerra Latina, a mais longa de todas, ocorreu entre 326 e 304 AC após a Segunda Guerra Latina, na qual os samnitas apoiaram Roma. Os samnitas interpretaram como casus belli tanto o apoio que Roma brindou a Nápoles, ameaçada pelos samnitas, como a fortificação de Frégelas (328AC), situada na margem oposta do Rio Liris, que, até o momento, havia sido a fronteira entre ambos os povos.
É possível distinguir duas fases do enfrentamento. Na primeira fase (327-321 AC), os romanos trataram de cercar o território samnita. Contudo, em 321 AC, os samnitas cercaram o exército romano nas Forças Caulinas, permitindo sua retirada em condições humilhantes. Em 316 AC, Roma reiniciou os combates, mas foi novamente derrotada na Batalha de Lântulas (315 AC). Sua estratégia seguinte foi à construção da Via Apia, que a comunicava com Cápua, fundando colônias ao longo de seu percurso, fazendo assim o encerramento dos samnitas dentro de seu território.                                           

                      Em 310 AC, os romanos venceram os etruscos (aliados samnitas desde 311 AC) na Batalha do Lago Valdimon, às margens do Rio Tibre e depois de avançar contra a cidade de Apúlia, os romanos tomaram Boviano, a capital samnita e no fim da segunda guerra, em 304 AC, Roma invade e domina a cidade de Campanha.                                           A Terceira e última Guerra Samnita ocorreu entre 298 e 290 AC.      Os samnitas organizaram uma coalizão contra Roma com os etruscos, sabinos, lucanos, umbros e celtas do norte da península Itálica. Roma obteve vitórias fazendo frente a todos eles e reocupou Boviano em 298 AC as tropas samnitas fugiram para o norte atrás de etruscos e celtas e, em 295 AC, a aliança lutou contra os romanos na Batalha de Sentino, na qual foram derrotados, e assim terminou a batalha contra o povo samnita após firmar a paz com os etruscos, Roma fundou a colônia de Venúsia (atual Venosa), na Basilicata, para conter os samnitas, que finalmente se renderam em 290 AC desde então, os samnitas foram obrigados a ceder tropas auxiliares para Roma, sendo paulatinamente assimilados pela cultura romana e foram estas batalhas ainda dentro da península itálica que preparou este povo para as mais sangrentas batalhas que o mundo iria ver, pois estes povos acabaram acostumando com a arte da guerra e políticas de acordos para ludibriar os povos em seu favor nas mais sangrentas guerras por eles disseminadas!


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