sábado, 24 de dezembro de 2016





                                                                                                                                                                                                                        
         Vestal                                                             Imperador                                                                                 Cibele

                                  CAPITO XXV
           INTERIOR DO PANTEÃO TEMPLO DE
                 TODOS OS DEUSES EM ROMA

                    TRÊS CLASSE SACERDOTAL NO PANTEÃO


                  (HOJE TRANSFORMADOS EM IGREJA)


 A religião na  antiga Roma caracterizou-se pelo politeísmo, com elementos que combinaram influências de diversos cultos ao longo de sua história.
Desse modo, em sua origem, crenças etruscas, gregas e orientais foram sendo incorporadas aos costumes já tradicionais de acordo com sua efetividade.
A ideia de efetividade de um ritual para agradar a um deus ou deuses é a ideia que permeia o cenário religioso da época. A noção de nossa sociedade de tradição judaico-cristã quanto à religião liga os rituais à , algo que não era levado em conta pelos romanos. Para eles os deuses simplesmente existiam, não havia necessidade de questionar esse fato.
          Os deuses dos antigos romanos, à semelhança dos antigos gregos, eram antropomórficos, ou seja, eram representados com a forma humana e possuíam características (qualidades e defeitos) de seres humanos como todas as religiões até então o Estado romano propagava uma religião oficial que prestava culto aos grandes deuses, como, por exemplo, Júpiter, pai dos deuses; Marte, deus da guerra, ou Minerva, deusa da arte. Em honra desses deuses eram realizados festivais e jogos uma prática depois utilizada pela igreja católica romana, os sacrifícios e outras cerimônias.
                  Posteriormente, diante da expansão militar que conduziu ao império, muitos deuses das regiões conquistadas também foram incorporados aos cultos romanos, assim como alguns deuses romanos foram incorporados às regiões conquistadas. No âmbito privado, os cidadãos, por sua vez, tradicionalmente buscavam proteção nos espíritos domésticos, os chamados lares, e nos espíritos dos antepassados, os Penates, (Penados) aos quais rendiam cultos dentro de casa.
E segundo alguns pesquisadores, a religião desempenhava um papel fundamental na definição da sociedade e nas relações de poder. Ao participar dos cultos, era garantida a pax de orum ("paz divina", em latim), a harmonia civil e a maior integração destas comunidades no império, levando a uma maior integração de cultos relacionados ao poder imperial.
Dentro do caráter social da religiosidade romana, a importância que é estabelecida nas relações pessoais é expressa pelo termo latino pietas, literalmente traduzido como "piedade". Apesar de sua ligação com o verbo piare ("apaziguar", "apagar uma falta", "conjurar" um mau presságio), a pietas designava a observação escrupulosa dos rituais, mas também o respeito aos relacionamentos entre as pessoas no próprio âmbito social. Para um filho, a pietas consistia em obedecer ao pai, e ao mesmo tempo existia a pietas que os membros de um grupo deviam à cidade que pertenciam, no entanto, mais importante do que esses deveres era a pietas com relação aos deuses. As ideologias “humanitárias” dos séculos XVIII e XIX tentaram retomar essa concepção; todavia, desacreditaram a velha concepção da pietas romana.


                              A pietas também era representada em moedas por objetos de culto ou como uma figura feminina realizando sacrifícios com um fogo. Ela tinha tal importância na vida cotidiana romana que possíveis falhas durante o ritual (daí a ideia de impiedade) eram uma questão permanente para cuidados.
Ao contrário dos gregos, que desde cedo tinham organizado um panteão estruturado, os romanos apresentavam, no começo de sua época histórica, apenas um agrupamento hierárquico das divindades. A tríade (ou trindade) arcaica era composta por Júpiter, Marte e Quirino, completada com   Jano e Vesta na qualidade de deus dos "começos", Jano foi colocado no topo da lista, e Vesta, protetora da cidade, no fim Júpiter era por excelência o deus soberano, celeste e fulgurante, regente da justiça e fiador da fecundidade, Marte representava entre todos os povos itálicos o deus guerreiro, Quirino é solidário da comunidade dos viri, (dos lanceiros romanos) a reunião do povo romano.

                           Quanto a Jano e Vesta, sua incorporação à tríade arcaica dá continuidade a uma tradição indo-europeia e especialmente, Jano encontra-se nos limiares das casas e nas portas e no ciclo temporal, é ele quem rege os começos do ano (janeiro) e no fechamento das portas do templo de Jano em Roma, ocorrido raras vezes, simbolizava que o império estava em paz. O nome de Vesta deriva de uma raiz indo-europeia que significa "queimar", pois o fogo perpétuo constitui o lar de Roma. Geralmente, os templos deveriam ser inaugurados e orientados segundo as quatro direções celestes (ter quatro cantos, ser quadricular), mas a casa da deusa Vesta não deveria ser inaugurada, visto que toda a força dela está sobre a terra, por isso seu santuário é circular: é uma aedes (local) sacra, não um templo. O Stonehenge é uma Aedes sacra. 

                           Aos poucos a religião foi se constituindo numa construção que mesclou a tradição procedente das épocas iniciais (componentes itálicos, indo-europeus, etruscos, gregos) com a capacidade de acolher as forças divinas dos “outros”, quer dizer, as comunidades conquistadas isto era comum entre os povos absorver a fé dos povos conquistados tornando seus cultos uma mística religiosas.
Sob a dominação etrusca, a velha tríade (trindade) Júpiter, Marte e Quirino perde sua atualidade, sendo substituída pela tríade (trindade) Júpiter, Juno e Minerva, instituída na época dos Tarquínios, mas devido à influência etrusca e helena, as divindades eram representadas em estátuas antropomórficas e com atributos distintos. E Júpiter Óptimus Máximus, como passa a ser chamado, é apresentado aos romanos sob a imagem modificada do Zeus heleno, e seu templo era considerado o principal templo de Roma.

                         Juno era provavelmente considerada a mais importante das deusas romanas, mas também podia ser desconcertante. Seu nome latino, Juno, deriva de uma raiz que exprime "a força vital" suas funções são múltiplas: rege a fecundidade das mulheres, mas também o começo dos meses no Capitólio ela era Regina ("rainha"), título que refletia uma tradição de realeza sagrada.
Minerva é a padroeira das artes e dos artesãos. O nome é provavelmente itálico (derivado de "men", que designa toda e qualquer atividade só espírito), os romanos ao receberam por intermédio dos etruscos, mas já na Etrúria, Minerva representava uma adaptação de Palas Atena, mas a tríade (trindade) capitolina não prolongou nenhuma tradição romana, Júpiter era o único representante da herança indo-europeia, a associação entre Juno e Minerva foi obra dos etruscos para eles, a tríade (trindade) divina também exercia um papel na hierarquia do panteão. Sabe-se, por exemplo, que ela presidia a fundação dos templos.
E os imperadores romanos também tiveram sua parte na religião romana o culto público, sob o controle do Estado, era efetuado por certo número de oficiantes e confrarias religiosas - no entanto, esses cargos sacerdotais não eram separados das magistraturas
 regulares do Estado. Na época da monarquia romana, o rei ocupava o primeiro posto na hierarquia sacerdotal: ele era o rex sacrorum depois do rei, vinham, na hierarquia sacerdotal, os 15 flâmines, na frente vinham os três flâmines maiores: os de Júpiter(flâmines Diális), de Marte e de Quirino,  os flâmines não formavam uma casta e não consistia um colégio cada flâmine era autônomo e ligado a uma divindade o flâmine de Júpiter era repleto de proibições: não podia se afastar de Roma, não devia aparecer despido sob o céu (aos olhos de Júpiter), nem ver o exército romano, nem montar a cavalo, devia evitar o contato com as coisas impuras e os mortos ou com aquilo que evocava a morte, bem a purificação dos que participavam direto do culto também era um costume praticado em Roma, e não só em Roma, mas tem algo ai que liga os sacerdotes judeus.

                           Houve um intervalo de quase setenta anos para a nomeação do flâmines Diális desde a morte do último em 86 AC um novo sacerdócio só foi inaugurado nos anos 20 AC sob o principado de Augusto e este evento, para além de outros, foi celebrado no grande friso da Ara Pacis, mostrando Augusto na frente e os outros quatro flâmines o seguindo a mensagem é a de que o dano causado pelo lapso foi afastado pelo novo pontifex máximus.
Ao lado flâmines Diális, o pontifex desempenhava, no círculo sagrado do rei, uma função complementar e o colégio dos pontífices, mais precisamente o pontifex máximus, de quem os outros eram apenas o prolongamento, dispunha ao mesmo tempo de liberdade e de iniciativa, o pontifex máximus era o líder e falava pelo colégio no senado e comparecia às reuniões em que se decidiam sobre os atos religiosos, respondia pelos cultos sem titulares e fiscalizavam as festas e no tempo da República Romana, incumbia ao pontifex máximus nomear os flâmines maiores e as vestais, sobre os quais 
possuia poderes disciplinares e ser o conselheiro e também às vezes, o representante destas últimas.

                  O colégio dos pontífices era composto por nove membros desde 300 AC em outros momentos, eram eleitos por 17 das 35 tribos e este era as religiões do estado de Roma, mas Roma facilmente adaptava religiões de outros povos a suas religiões caso da deusa Isis dos egípcios que fora introduzido ao culto tripartido da deusa Isis, mas este culto começou a ter má reputação, por causa dos movimentos feministas a favor do culto, pois as mulheres faziam votos em favor da deusa, não cumprindo com suas obrigações como mulher, o que provocou a ira dos homens tendo sido subsequentemente suprimido e limitado por alguns próconsules atendendo a reclamações dos homens.

                      Pois os homens odiavam este culto pôr as mulheres romanas fazerem abstinência sexual e assim o culto de Ísis morreu em Roma. O culto da deusa Ísis chegou mesmo a suplantar o culto de algumas divindades romanas existindo mesmo templos por todo império, incluindo Gália e até na Espanha, nas margens do Reno e Danúbio. 
Mas nasceram nesta época outra religião em Roma como as que também tinha princípios Egípcios, mas bastante helenizado com seus fundamento de consagração na doutrina da filosofia de Platão, este culto consistia de pura consagração aos deuses, os conversos a fé, eram levados diante do sacerdote e ali era oferecido todos os prazeres mundanos, então os conversos negavam-se a qualquer tipo de luxurias e faziam votos de castidades, renunciavam todos os prazeres do mundo, então eram batizados em água tornando-se assim membro da religião e depois confinavam-se em abrigos nas montanhas para meditar nas filosofias de Platão, tornando-se monges, era uma espécie de oposição ao culto da deusa Isis.

                           Mas uma das religiões que teve grande divulgação como já falei fora as religiões nascida das filosofias gregas, e entre seus filósofos que divulgavam uma vida contemplativa estava Apolônio de Tyana tido até hoje conhecido e discutido entre os historiadores como o verdadeiro Cristo que deu origem ao cristianismo ou pelo menos a história de um Cristo nasceu em Apolônio, este homem era Grego de Tyana homem bom (Que nada tem a haver com a doutrina da pietas romanas) instruído na filosofia platônica, e pitagorianas, médico formado na academia do templo de Esculápio, onde Hipócrito pai da medicina moderna estudou, andava descalço e meditava sobre o deus de amor aquele que fora ensinado por Platão como deus do amor segundo o que escreveram sobre ele ressuscitara a filha de um senador romano depois de morta há oito dias, viajou toda Europa e Arábia pregando e ensinando a respeito do deus de Platão, e esta era uma das doutrinas que estavam em Roma, em Roma estava os mais diversas correntes filosófica de doutrina pois além das correntes tradicionais a liberdade para que o indivíduo fizesse sua própria escolha a respeito dos deuses dava ao cada homem o direito de pensar livremente sobre seus deuses e não o que a igreja católica falou depois em livre pensadores quando todos estavam atrelado a doutrinas católicas e mesmo que o homem e as doutrinas mais tarde levantaram contra a igreja católica na verdade estavam atrelado a ela, pois seus seguimentos religioso estava preso aos mitos religiosos da igreja de Constantino, mas nesta época rondavam diversas corrente, mas vamos falar em três corrente que se diferiam bem uma da outra, que se dividiam em três correntes os que fizeram os meditadores das religiões de então, eram o Epicurismo, o Etoicismo e o Ecleticismo e havia muitas outras correntes filosóficas mas vamos tirar nestas o máximo da filosofia grega .


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