Vestal Imperador
Cibele
CAPITO XXV
TODOS OS DEUSES EM ROMA
TRÊS
CLASSE SACERDOTAL NO PANTEÃO
(HOJE
TRANSFORMADOS EM IGREJA)
A religião na antiga Roma caracterizou-se pelo politeísmo, com elementos que combinaram
influências de diversos cultos ao longo de sua história.
Desse
modo, em sua origem, crenças
etruscas, gregas e
orientais foram sendo incorporadas aos costumes já tradicionais de acordo com
sua efetividade.
A
ideia de efetividade de um ritual para
agradar a um deus ou deuses é a ideia que permeia o cenário religioso da época.
A noção de nossa sociedade de tradição judaico-cristã quanto
à religião liga os rituais à fé,
algo que não era levado em conta pelos romanos. Para eles os deuses
simplesmente existiam, não havia necessidade de questionar esse fato.
Os deuses dos antigos romanos, à
semelhança dos antigos
gregos, eram antropomórficos, ou seja, eram
representados com a forma humana e possuíam características (qualidades e
defeitos) de seres
humanos como todas as religiões até então o
Estado romano propagava uma religião oficial que prestava culto aos grandes
deuses, como, por exemplo, Júpiter,
pai dos deuses; Marte,
deus da guerra,
ou Minerva,
deusa da arte.
Em honra desses deuses eram realizados festivais
e jogos uma prática depois utilizada pela igreja católica romana, os sacrifícios e
outras cerimônias.
Posteriormente, diante da
expansão militar que conduziu ao império,
muitos deuses das regiões conquistadas também foram incorporados aos cultos
romanos, assim como alguns deuses romanos foram incorporados às regiões
conquistadas. No âmbito privado, os cidadãos, por sua vez, tradicionalmente
buscavam proteção nos espíritos domésticos, os chamados lares, e nos espíritos dos antepassados,
os Penates, (Penados) aos quais rendiam cultos
dentro de casa.
E segundo alguns pesquisadores, a religião desempenhava um papel
fundamental na definição da sociedade e nas relações de poder. Ao participar
dos cultos, era garantida a pax de orum ("paz divina", em latim),
a harmonia civil e a maior integração destas comunidades no império, levando a
uma maior integração de cultos relacionados ao poder imperial.
Dentro do caráter social da religiosidade romana, a importância
que é estabelecida nas relações pessoais é expressa pelo termo latino pietas, literalmente traduzido como
"piedade". Apesar de sua ligação com o verbo piare ("apaziguar", "apagar
uma falta", "conjurar" um mau presságio), a pietas designava a observação escrupulosa dos
rituais, mas também o respeito aos relacionamentos entre as pessoas no próprio
âmbito social. Para um filho, a pietas consistia em obedecer ao pai, e ao
mesmo tempo existia a pietas que os membros de um grupo deviam à
cidade que pertenciam, no entanto, mais importante do que esses deveres era a pietas com relação aos deuses. As ideologias “humanitárias” dos séculos
XVIII e XIX
tentaram retomar essa concepção; todavia, desacreditaram a velha concepção da pietas romana.
A pietas também era representada em moedas por objetos de culto ou como uma figura feminina realizando sacrifícios com um fogo. Ela tinha tal importância na vida cotidiana romana que possíveis falhas durante o ritual (daí a ideia de impiedade) eram uma questão permanente para cuidados.
Ao
contrário dos gregos, que desde cedo tinham organizado um panteão estruturado,
os romanos apresentavam, no começo de sua época histórica, apenas um
agrupamento hierárquico das divindades. A tríade (ou trindade) arcaica era
composta por Júpiter, Marte e Quirino, completada com Jano e Vesta na
qualidade de deus dos "começos", Jano foi colocado no topo da lista,
e Vesta, protetora da cidade, no fim Júpiter era por excelência o deus
soberano, celeste e fulgurante, regente da justiça e fiador da fecundidade,
Marte representava entre todos os povos itálicos o deus guerreiro, Quirino é
solidário da comunidade dos viri, (dos lanceiros romanos) a reunião do povo
romano.
Quanto a Jano e Vesta, sua incorporação à tríade arcaica dá
continuidade a uma tradição indo-europeia e especialmente, Jano encontra-se nos
limiares das casas e nas portas e no ciclo temporal, é ele quem rege os começos
do ano (janeiro) e no fechamento das portas do templo de Jano em Roma, ocorrido
raras vezes, simbolizava que o império estava em paz. O nome de Vesta deriva de
uma raiz indo-europeia que significa "queimar", pois o fogo perpétuo
constitui o lar de Roma. Geralmente, os templos deveriam ser inaugurados e
orientados segundo as quatro direções celestes (ter quatro cantos, ser
quadricular), mas a casa da deusa Vesta não deveria ser inaugurada, visto que
toda a força dela está sobre a terra, por isso seu santuário é circular: é uma
aedes (local) sacra, não um templo. O Stonehenge é uma Aedes sacra.
Aos poucos a religião foi se constituindo numa construção que mesclou a
tradição procedente das épocas iniciais (componentes itálicos, indo-europeus, etruscos, gregos)
com a capacidade de acolher as forças divinas dos “outros”, quer dizer, as
comunidades conquistadas isto era comum entre os povos absorver a fé dos povos
conquistados tornando seus cultos uma mística religiosas.
Sob a dominação etrusca, a velha tríade (trindade) Júpiter,
Marte e Quirino perde sua atualidade, sendo substituída pela tríade (trindade)
Júpiter, Juno e Minerva,
instituída na época dos Tarquínios,
mas devido à influência etrusca e helena, as divindades eram representadas em
estátuas antropomórficas e com atributos distintos. E Júpiter Óptimus Máximus,
como passa a ser chamado, é apresentado aos romanos sob a imagem modificada do Zeus heleno,
e seu templo era
considerado o principal templo de Roma.
Juno era provavelmente considerada a mais importante das deusas romanas, mas também podia ser desconcertante. Seu nome latino, Juno, deriva de uma raiz que exprime "a força vital" suas funções são múltiplas: rege a fecundidade das mulheres, mas também o começo dos meses no Capitólio ela era Regina ("rainha"), título que refletia uma tradição de realeza sagrada.
Minerva é
a padroeira das artes e dos artesãos. O nome é provavelmente itálico (derivado
de "men", que designa toda e qualquer atividade só espírito), os romanos
ao receberam por intermédio dos etruscos, mas já na Etrúria, Minerva
representava uma adaptação de Palas Atena, mas a tríade (trindade) capitolina
não prolongou nenhuma tradição romana, Júpiter era o único representante da
herança indo-europeia, a associação entre Juno e Minerva foi obra dos etruscos
para eles, a tríade (trindade) divina também exercia um papel na hierarquia do
panteão. Sabe-se, por exemplo, que ela presidia a fundação dos templos.
E os
imperadores romanos também tiveram sua parte na religião romana o culto
público, sob o controle do Estado, era efetuado por certo número de oficiantes
e confrarias religiosas - no entanto, esses cargos sacerdotais não eram
separados das magistraturas
regulares
do Estado. Na época da monarquia romana, o rei ocupava o primeiro posto na
hierarquia sacerdotal: ele era o rex sacrorum depois do rei, vinham, na
hierarquia sacerdotal, os 15 flâmines, na frente vinham os três flâmines
maiores: os de Júpiter(flâmines Diális), de Marte e de Quirino, os flâmines
não formavam uma casta e não consistia um colégio cada flâmine era autônomo e
ligado a uma divindade o flâmine de Júpiter era repleto de proibições: não
podia se afastar de Roma, não devia aparecer despido sob o céu (aos olhos de
Júpiter), nem ver o exército romano, nem montar a cavalo, devia evitar o
contato com as coisas impuras e os mortos ou com aquilo que evocava a morte,
bem a purificação dos que participavam direto do culto também era um costume
praticado em Roma, e não só em Roma, mas tem algo ai que liga os sacerdotes
judeus.
Houve um intervalo de quase setenta anos para a nomeação do
flâmines Diális desde a morte do último em 86 AC um novo sacerdócio só foi
inaugurado nos anos 20 AC sob o principado de Augusto e este evento, para além
de outros, foi celebrado no grande friso da Ara Pacis, mostrando Augusto na
frente e os outros quatro flâmines o seguindo a mensagem é a de que o dano
causado pelo lapso foi afastado pelo novo pontifex máximus.
Ao lado
flâmines Diális, o pontifex desempenhava, no círculo sagrado do rei, uma função
complementar e o colégio dos pontífices, mais precisamente o pontifex máximus,
de quem os outros eram apenas o prolongamento, dispunha ao mesmo tempo de
liberdade e de iniciativa, o pontifex máximus era o líder e falava pelo colégio
no senado e comparecia às reuniões em que se decidiam sobre os atos religiosos,
respondia pelos cultos sem titulares e fiscalizavam as festas e no tempo da
República Romana, incumbia ao pontifex máximus nomear os flâmines maiores e as
vestais, sobre os quais
possuia poderes disciplinares e ser o
conselheiro e também às vezes, o representante destas últimas.
O colégio dos pontífices era
composto por nove membros desde 300
AC em outros momentos, eram eleitos por 17 das 35 tribos e este era as
religiões do estado de Roma, mas Roma facilmente adaptava religiões de outros
povos a suas religiões caso da deusa Isis dos egípcios que fora introduzido ao
culto tripartido da deusa Isis, mas este culto começou a ter má reputação, por
causa dos movimentos feministas a favor do culto, pois as mulheres faziam votos
em favor da deusa, não cumprindo com suas obrigações como mulher, o que
provocou a ira dos homens tendo sido subsequentemente suprimido e limitado por
alguns próconsules atendendo a reclamações dos homens.
Pois
os homens odiavam este culto pôr as mulheres romanas fazerem abstinência sexual
e assim o culto de Ísis morreu em Roma.
O culto da deusa Ísis chegou mesmo a suplantar o culto de algumas divindades romanas
existindo mesmo templos por todo império, incluindo Gália e até na Espanha, nas
margens do Reno e Danúbio.
Mas nasceram nesta época outra religião em Roma como as que
também tinha princípios Egípcios, mas bastante helenizado com seus fundamento
de consagração na doutrina da filosofia de Platão, este culto consistia de pura
consagração aos deuses, os conversos a fé, eram levados diante do sacerdote e
ali era oferecido todos os prazeres mundanos, então os conversos negavam-se a
qualquer tipo de luxurias e faziam votos de castidades, renunciavam todos os
prazeres do mundo, então eram batizados em água tornando-se assim membro da
religião e depois confinavam-se em abrigos nas montanhas para meditar nas
filosofias de Platão, tornando-se monges, era uma espécie de oposição ao culto
da deusa Isis.
Mas uma das
religiões que teve grande divulgação como já falei fora as religiões nascida
das filosofias gregas, e entre seus filósofos que divulgavam uma vida
contemplativa estava Apolônio de Tyana tido até hoje conhecido e discutido
entre os historiadores como o verdadeiro Cristo que deu origem ao cristianismo
ou pelo menos a história de um Cristo nasceu em Apolônio, este homem era Grego
de Tyana homem bom (Que nada tem a haver com a doutrina da pietas romanas) instruído
na filosofia platônica, e pitagorianas, médico formado na academia do templo de
Esculápio, onde Hipócrito pai da medicina moderna estudou, andava descalço e
meditava sobre o deus de amor aquele que fora ensinado por Platão como deus do
amor segundo o que escreveram sobre ele ressuscitara a filha de um senador
romano depois de morta há oito dias, viajou toda Europa e Arábia pregando e
ensinando a respeito do deus de Platão, e esta era uma das doutrinas que
estavam em Roma, em Roma estava os mais diversas correntes filosófica de
doutrina pois além das correntes tradicionais a liberdade para que o indivíduo
fizesse sua própria escolha a respeito dos deuses dava ao cada homem o direito
de pensar livremente sobre seus deuses e não o que a igreja católica falou
depois em livre pensadores quando todos estavam atrelado a doutrinas católicas
e mesmo que o homem e as doutrinas mais tarde levantaram contra a igreja
católica na verdade estavam atrelado a ela, pois seus seguimentos religioso
estava preso aos mitos religiosos da igreja de Constantino, mas nesta época rondavam
diversas corrente, mas vamos falar em três corrente que se diferiam bem uma da
outra, que se dividiam em três correntes os que fizeram os meditadores das
religiões de então, eram o Epicurismo, o Etoicismo e o Ecleticismo e havia
muitas outras correntes filosóficas mas vamos tirar nestas o máximo da
filosofia grega .
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