terça-feira, 27 de dezembro de 2016





                                 CAPITOLO XXIII

            GUERRAS CONTRA OS CARTAGINESES 
                            OU GUERRAS PÚNICAS 

No meio do século III AC, Roma já era uma grande força militar e dominava toda a península Itálica, seja por meio de guerras ou por alianças com outros grupos, dentre os quais as cidades gregas na península, tendo Tarento como a mais importante, que após o fracasso da invasão de Pirro (comandante grego que tentou dominar a Itália e a Sicília entre 280 e 275 AC) se renderam a Roma.
Cartago era uma cidade Fenícia e uma potência comercial no Mediterrâneo, mas não era uma potência marítima em guerra tinha portos no norte da África, península Ibérica e na Sicília. Cartago possuía uma inimizade histórica com Siracusa, cidade grega situada ao leste da ilha da Sicília, tendo ambas as pretensões de dominar a ilha.

                      Cartago e Roma eram aliados comerciais e tinham inclusive combatido junto contra Pirro, há pouco mais de uma década antes do início da Primeira Guerra Púnica.
Em 288 AC, uma companhia de mercenários italianos que havia lutado por Siracusa contra Cartago, os Mamertinos, atacou a cidade de Messina, até então em poder de Siracusa, matando todos os homens e fazendo das mulheres suas esposas, uma lenda entre os romanos, os Mamertinos dominaram o Estreito de Messina que separa o sul da Península Itálica da ilha da Sicília, atrapalhando rotas importantes da região. O sucesso da ocupação incentivou uma nova rebelião semelhante aquela, na cidade romana de Rhegium (atual Reggio da Calabria) do outro lado do Estreito de Messina que só foi controlada dez anos depois, em 270 AC

                           Assumindo o poder de Siracusa em AC Hierão decidiu reconquistar Messina e sitiou a cidade. Acuados, os Mamertinos pediram ajuda simultaneamente a Roma e a Cartago e Cartago viu no pedido de ajuda uma oportunidade de prejudicar Siracusa e aumentar seu poder na Sicília e assim respondeu enviando tropas.
Apesar de os Mamertinos serem itálicos, os romanos ficaram relutantes em ajudá-los contra Siracusa, principalmente por terem sofrido em Rhegium um conflito semelhante contra mercenários, mas temiam um aumento do poder de Cartago em suas vizinhanças.
Em 264 AC um exército romano chegou e atacou os sitiantes, com sucesso, o que levou Hierão a abandonar em 263 AC seus aliados cartagineses e aliar-se a Roma. 

                          A guerra antes envolvendo o controle de uma cidade nas mãos de mercenários, tornou um conflito entre as maiores forças da região do mediterrâneo, pois era uma cidade na mão dos Mamertinos o que levava Roma a pensar, pois antes por ficar ao lado dos Samnitas tiveram muitas dificuldades para vencer depois seu inimigo agora aliado com os samnitas que eram apena mercenários. 
Os romanos comandados pelo cônsul Ápio Cláudio atacaram e venceram primeiro, as tropas de Siracusa, e em seguida as de Cartago, usando suas tropas fizeram eles, recuar e fugirem em desordem.                                 
Com o sucesso e a ida de tropas no comando do novo cônsul Mânio Valério Messalla, os romanos atacaram e sitiaram Siracusa, forçando Hierão a mudar de lado no conflito, se aliando a Roma contra Cartago em 263 AC, com a situação desfavorável, Cartago passou a utilizar exércitos mercenários e concentrou sua força na cidade de Agrigentum (atual Agrigento), principal cidade na Sicília sob seu domínio. Em 262 AC, Roma começou um grande e demorado cerco à cidade e Aníbal Grisco, o comandante das tropas sitiadas, pediu por reforços e mantimentos para Cartago e Hanno foi mandado ajuda com tropas e elefantes para reforçar suas tropas.                       

                  Hanno conseguiu significativas vitórias atacando as linhas de suprimentos do exército romano, mas devido à situação (fome e deserções nas tropas de Grisco que continuavam sitiadas), Hanno teve que partir para uma batalha contra as tropas principais de Roma. A batalha de Agrigentum terminou com vitória dos romanos, apesar de Grisco ter conseguido fugir com a maior parte de suas tropas abandonando a cidade para os inimigos.
Após a vitória em Agrigento, Roma passou a controlar grande parte do território da Sicília, entretanto Cartago continuava a dominar os mares, atacando as cidades costeiras aliadas a Roma e dificultando a chegada de reforços e suprimentos. Com isso, Roma decidiu começar a produzir uma frota marítima.

                    Até o começo da guerra, Roma não possuía nenhuma experiência naval, mas com a ajuda das cidades gregas sob seu domínio, produziu uma frota de 100 quinquerremes e 20 trirremes, a partir de navios capturados de Cartago.
A primeira batalha naval (Batalha de Lipari) foi travada próximo às Ilhas Eólias e terminou com derrota das inexperientes forças romanas. Pouco depois, em uma batalha maior (Batalha de Milas), os romanos alcançaram sua primeira vitória naval, sob o comando do cônsul Caio Duílio, que passou a ser tido como um herói em Roma. Essa e as demais vitórias romanas na fase inicial da guerra se devem em grande parte a um novo dispositivo que passou a equipar os navios romanos, chamado corvus. O corvus era uma espécie de ponte que os romanos prendiam nos navios inimigos ao se aproximar e assim tomavam o navio, utilizando sua superioridade no combate homem a homem. Com essa tática, Roma acabou com o domínio marítimo de Cartago, vencendo as batalhas de Sulci (258 AC) e Tindaris (257 AC.



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