XXV PARTE
LIBERDADE E LIBERTINAGEM
Além do epicurismo, outras
religiões também saíram da filosofia grega principalmente depois da morte de
Platão o homem mais místico da filosofia grega cuja filosofia mística fez com
que Cicero falasse que Platão era seu deus e sua forma mística de comunicação com
o mundo das ideias que era um mundo perfeito, mais alto que o nosso, ou seja,
(o céu disseminado pela igreja católica mais tarde), e isto fez com que muitos
de seus alunos viessem a disseminar sua
filosofia como religiões e estas
religiões estava também o estoicismo.
O ESTOICISMO.
O estoicismo não teve um
fundador em particular como o epicurismo, pois o estoicismo nasceu do pórtico
de Stoa local de Atenas onde se reunia seus seguidores que era feita por uma
casta de filósofos, defensores da ideia do Pneuma que era o princípio da alma.
A doutrina estoica se constitui progressivamente
pelas contribuições sucessivas dos três primeiros chefes da escola: Zenão de
Cício (322 a.C. 262 a.C.), que depois de
ter sido discípulo de Crates, fundou a escola cerca de 300 a.C.; Cleanto de
Assos (312-232) e Crisipo (227-204 a.C.). O Estoicismo médio é representado
essencialmente por Panécio (180-110) e Possidônio (135-51), que tiveram o
grande mérito histórico de introduzir o estoicismo em Roma. O novo estoicismo
se desenvolveu em Roma sob o império e está ligado a três grandes nomes: Sêneca
(0-65 d.C.), Epitecto, um escravo, (50-125 d.C.) e o imperadores Adriano, e
Marco Aurélio (121-180). Segundo o
estoico sendo a razão aquilo por meio do que o homem torna-se livre
e feliz, o homem sábio não apreende o seu verdadeiro bem nos objetos externos,
mas bem usando estes objetos através de uma sabedoria pela qual não se deixa
escravizar pelas paixões e pelas coisas externas, ou coisas mundanas do dia a
dia que não deixa o homem entregar-se a meditação, ou seja, as paixões insanas
são humanas, e a meditação vem de um deus ou é parte dele e isto é que nos
torna sereno e feliz.
A ética estoica defende uma perspectiva
determinista com relação àqueles que não têm a virtude estoica, Cleanto uma vez
opinou que o homem ímpio é "como um cão amarrado a uma carroça, obrigado a
ir para onde ela vai", já um estoico de virtude, por sua vez, alteraria a
sua vontade para se adequar ao mundo e permanecer, nas palavras de Epicteto,
"doente e ainda feliz, em perigo e ainda assim feliz, morrendo e ainda
assim feliz no exílio e feliz, na desgraça e feliz”, assim afirmando um desejo
individual "completamente autônomo", e ao mesmo tempo, um universo
que é "um todo rigidamente determinista".
Os
estoicos criam na conformidade do corpo com a natureza para encontrar a
sabedoria. E para encontrar tudo isto o homem tem que andar em retidão livre
dos vícios. O homem sábio é feliz mesmo na doença na dor no sofrimento na
escravidão, pois isto não são males, e sim indiferenças e o mau é infeliz mesmo
na riqueza. O homem precisa aceitar o destino, esta foi a primeira religião a
aplicar a filosofia como um todo, (ou o que entenderam da filosofia) não criam
que deus fazia o destino, mas que ele era o próprio destino e que o universo
era ligado através do logus e tudo regido por deus. Aqui nasceu 20% do catolicismo tirando do
cristianismo grego seus princípios...

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